Europa Press/Contacto/Syrian Presidency
MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta segunda-feira ter transmitido novamente à Rússia, por meio dos Estados Unidos, uma proposta de cessar-fogo em relação à infraestrutura energética, em meio aos repetidos ataques contra esse tipo de instalações que os exércitos de ambos os países vêm trocando nas últimas semanas, nas quais o líder ucraniano já lamentou a falta de resposta a outras ofertas semelhantes.
“Se a Rússia estiver disposta a interromper os ataques contra nossa infraestrutura energética, estaremos dispostos a responder da mesma forma. Esta proposta foi transmitida à parte russa por meio dos Estados Unidos”, declarou o presidente ucraniano em um discurso à tarde.
Nesse sentido, ele afirmou estar trabalhando na “elaboração de documentos” em conjunto com Washington, enquanto Kiev “está preparando suas propostas, reforçando o documento sobre garantias de segurança”, um elemento que definiu como “a chave para o fim real da guerra, para uma paz duradoura” e para “garantir a confiança da população no processo”.
“É importante que nossos parceiros nos escutem a esse respeito e que continuemos avançando de forma produtiva nas negociações”, solicitou aos seus aliados diante do que descreveu como “um grande ceticismo em relação à diplomacia”, apesar de “o resultado — e se houver um resultado — depender de todos os participantes no processo diplomático”.
Além de pedir confiança nessas conversas, Zelenski também agradeceu aos “parceiros que continuam a exercer pressão” sobre a Rússia com “sanções adequadas, a detenção de petroleiros e restrições ao fornecimento de equipamentos avançados”.
“Se a Rússia puder arcar com esta guerra, se puder financiá-la, não escolherá a paz voluntariamente. Por isso é tão importante não diminuir a pressão sobre o agressor”, afirmou antes de observar que, diante do “estado frágil” dos mercados globais “devido à situação não resolvida em torno do Irã”, especificamente em relação ao petróleo, países produtores como a Rússia “podem agora obter maiores receitas”, e, no caso de Moscou, lamentou Zelenski, “tudo” o que ganhar com os altos preços do petróleo atualmente “será destinado a esta guerra”.
A esse respeito, o líder ucraniano também abordou a guerra no Irã e a violência que assola o Oriente Médio, onde, destacou, Kiev “é um parceiro bem-vindo e forte”, referindo-se especificamente à região do Golfo Pérsico e apontando acordos nas áreas de defesa e economia com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e a Jordânia.
“A Ucrânia foi um dos primeiros países a adotar uma postura firme em apoio à região quando começaram os ataques do regime iraniano, e o fizemos de forma real e tangível”, elogiou, ao mesmo tempo em que reivindicou que “se levem em conta os interesses do povo iraniano, para garantir que tudo seja realizado com dignidade” em um processo que busque “uma paz digna”, algo que, segundo Zelenski, Kiev busca tanto para a Ucrânia quanto para os demais.
"É preciso estabilidade e paz na Europa, no Oriente Médio e no Golfo, bem como em outras regiões de importância mundial, para que o mundo não enfrente desafios como os causados por mercados desestabilizados, um setor energético destruído, a interrupção da navegação, a ameaça nuclear ou a insegurança alimentar. Todas as nações merecem segurança", reivindicou.
A trégua energética esboçada por Zelenski surge menos de uma semana depois de o próprio presidente ter acusado a Rússia de responder com ataques a subestações e transformadores a uma proposta de cessar-fogo dirigida também a este tipo de instalações, em declarações nas quais lamentou também que Moscou tivesse respondido com o lançamento de drones a “um cessar-fogo pela Páscoa”.
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