Fernando Sánchez - Europa Press - Arquivo
MADRID 10 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, impôs nesta terça-feira um novo pacote de sanções contra 41 juízes, dos quais 38 são de origem russa, por “condenarem ilegalmente” prisioneiros de guerra ucranianos no âmbito da invasão russa, iniciada há mais de quatro anos.
“As sanções incluem três colaboradores desses juízes. Todos eles emitiram sentenças ilegais contra esses prisioneiros de guerra e apoiam e justificam a agressão russa contra a Ucrânia”, afirmou o presidente em um comunicado no qual também prorroga as sanções contra várias empresas russas.
Assim, explicou que estas sanções incluem um juiz russo que, no prazo de uma semana, “impôs condenações contra nove prisioneiros de guerra em casos de terrorismo que foram inventados”, conforme consta no texto, que aponta, além disso, para a imposição de sanções contra dois homens que condenaram à morte dois cidadãos britânicos e um marroquino em “território ucraniano ocupado”.
Esses três homens “haviam defendido a Ucrânia como parte das Forças Armadas da Ucrânia e foram capturados pela Rússia”. “Entre os juízes sancionados também estão aqueles que proferiram sentenças ilegais contra figuras públicas, ativistas e jornalistas por suas convicções políticas e religiosas”, explicou.
Por sua vez, o responsável pelas sanções da Ucrânia, Vladislav Vlasiuk, enfatizou que essas sanções têm como alvo os chamados “juízes” que “proferem sentenças por motivos políticos contra nossos cidadãos e nossos soldados”. “É uma questão de justiça”, acrescentou.
“É especialmente vergonhoso ver entre eles pessoas que antes tinham a nacionalidade ucraniana e que se tornaram conscientemente colaboradores e transformaram os tribunais em instrumentos de repressão”, declarou.
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