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MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, lembrou que na segunda-feira vence o prazo de duas semanas que os Estados Unidos teoricamente deram ao presidente russo, Vladimir Putin, para aceitar uma cúpula de paz em nível de líderes, e por isso pediu a seus aliados que fiquem atentos e ajam: "É hora de agir".
Zelenski fez essa afirmação nas últimas horas, tanto em um discurso à nação quanto em uma reunião com os principais líderes políticos da Polônia, Lituânia, Letônia, Estônia e Dinamarca, lembrando o compromisso de Putin em 18 de agosto, quando ele falou por telefone com seu colega americano, Donald Trump.
"Quando estávamos em Washington, o presidente Trump e eu concordamos que mais duas semanas e teríamos que agir. Nesta segunda-feira, essas duas semanas terminarão", advertiu Zelenski, que antes dos demais líderes defendeu "um forte sinal conjunto" se Putin, ao que parece, não der um passo nos próximos dias.
O presidente ucraniano lamentou que na quinta-feira as forças russas tenham lançado um novo bombardeio indiscriminado que matou 19 pessoas na capital, Kiev, o que mostraria que o líder russo "escolhe mísseis em vez de qualquer possível passo real em direção à paz". "Ele mata crianças para não falar sobre quando ou como a paz virá", disse ele em seu discurso noturno regular.
O "problema", acrescentou, é que Putin "não tem medo" de continuar com esses bombardeios, e é por isso que ele pediu que a pressão continue a aumentar. Nesse sentido, ele apontou não apenas para a Rússia, mas também para quaisquer outros possíveis "patrocinadores da guerra", em uma alusão indireta aos governos que não romperam os laços com o Kremlin apesar da invasão que começou em fevereiro de 2022.
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