Publicado 11/02/2026 16:33

Zelenski reitera que não convocará eleições na Ucrânia até que existam "medidas de segurança adequadas"

Archivo - Arquivo - 29 de dezembro de 2025, Palm Beach, Flórida, Estados Unidos: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy ouve uma pergunta durante uma coletiva de imprensa conjunta organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-L
Europa Press/Contacto/Ukraine Presidency/Ukrainian

MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, reiterou nesta quarta-feira que convocará eleições “quando houver todas as garantias de segurança adequadas”, em resposta às últimas informações divulgadas pela mídia norte-americana de que ele anunciaria a próxima data em 24 de fevereiro.

Zelenski lembrou que esta é uma “data especial”, pois remete ao início da invasão russa da Ucrânia em 2022, pelo que é “uma ideia absolutamente estúpida” utilizá-la para esses fins, mesmo que fossem tomadas as medidas adequadas.

“Não se pode anunciar eleições, nenhuma eleição, em 24 de fevereiro”, concluiu Zelenski. “Já disse isso muitas vezes, convocaremos eleições quando houver todas as garantias de segurança adequadas”, sublinhou o presidente ucraniano em declarações à mídia, segundo a agência de notícias Ukrinform.

Zelenski garantiu que “basta decretar um cessar-fogo” e um processo eleitoral poderia ser iniciado, o que tem sido mais uma questão levantada por “alguns parceiros” do que pela própria Ucrânia. Ainda assim, ele enfatizou que estão “prontos” para isso, desde que possam ser realizadas com segurança. Da mesma forma, Zelenski negou que seu homólogo americano, Donald Trump, esteja pressionando-o a se retirar de qualquer iniciativa para consolidar medidas de segurança para a Ucrânia se não convocar eleições o mais rápido possível.

No entanto, Zelenski confia em chegar a um acordo antes do verão, embora isso dependa da vontade da Rússia de pôr fim aos ataques e da capacidade dos Estados Unidos de exercer pressão nesse sentido.

O Financial Times publicou que, na última reunião entre Washington e Kiev, foi negociada a proposta de que Zelenski convoque eleições para 15 de maio, data em que também seria realizado um referendo sobre o acordo de paz com a Rússia.

PRÓXIMAS NEGOCIAÇÕES Por outro lado, o presidente ucraniano afirmou que estão dispostos a se reunir tanto nos Estados Unidos quanto nos Emirados Árabes Unidos, depois que Washington propôs sediar um novo encontro a três para a próxima semana.

A reunião, prevista para 17 ou 18 de fevereiro, conforme Zelenski antecipou em uma entrevista recente à agência Bloomberg, ainda não tem sede. “Não nos importa onde nos encontremos”, disse o presidente ucraniano diante da possibilidade de ser novamente em Abu Dhabi ou em Miami.

“O importante é que haja um resultado”, disse ele, e ressaltou que é a parte russa que tem mais reticências sobre a proposta de se reunir em Miami. Onde não será, disse ele, é em Moscou, como propôs o Kremlin há alguns dias. “Não posso negociar com Putin em Moscou, a capital do país agressor. Estamos dispostos a apoiar as propostas dos Estados Unidos de nos reunirmos em qualquer território: América, Europa, países neutros, qualquer Estado, exceto a Federação Russa e a Bielorrússia”, afirmou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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