Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, reconheceu nesta quarta-feira que a guerra no Irã está reduzindo a ajuda militar à Ucrânia, em um contexto em que os países do Golfo Pérsico precisam de sistemas de defesa antiaérea, embora tenha insistido que o fornecimento de armamento continua chegando a Kiev.
“Calculamos que faltam armamentos, os mísseis antiaéreos, devido à competição que agora temos com outros países que os requerem, que precisam deles”, indicou o mandatário ucraniano, que reconheceu o impacto da guerra no Irã na ajuda que chega em menor quantidade ao Exército ucraniano.
“Continuamos recebendo carregamentos, menos, mas estão chegando”, destacou Zelenski em coletiva de imprensa conjunta com o presidente do Governo, Pedro Sánchez, no âmbito de sua visita a Madri.
O líder ucraniano apontou para a busca de alternativas ao corte na ajuda militar e à falta de interceptores para as baterias Patriot, apostando na fabricação de outros sistemas, como equipamentos antidrones. “Temos que encontrar uma alternativa aos sistemas Patriot; não basta apenas fabricá-los, é preciso encontrar sistemas alternativos que todos possamos utilizar”, afirmou.
Nesse sentido, Zelenski aprofundou que, embora muitos dos países árabes disponham desses modernos sistemas antimísseis, é fundamental contar com interceptores de drones. “Com os Patriots, às vezes não é suficiente para defender a população civil; é muito mais interessante contar com interceptores de drones, que são baratos, mas são necessários em grande quantidade”, resumiu.
PEDE DESBLOQUEIO DA AJUDA DE 90 BILHÕES
De qualquer forma, para promover a fabricação própria, o presidente da Ucrânia insistiu para que os países da União Europeia desbloqueiem o pacote de 90 bilhões de euros acordado para o final de 2025 para manter Kiev à tona, e cuja aprovação está agora vetada pela Hungria.
“Contamos muito com o fato de que os países da União Europeia encontrarão formas de resolver esse problema, porque o acordo foi alcançado antes do final de 2025; caso contrário, estaríamos falando de uma reconsideração desses acordos, e isso é injusto”, indicou.
Nesse sentido, ele ressaltou que “não é um bloqueio justo” e que “não há alternativa” a essa ajuda de 90 bilhões. “Pode haver uma alternativa às formas desse financiamento, mas não podemos deixar de fortalecer e apoiar nossas Forças Armadas”, argumentou, ressaltando que essa é a questão mais importante, aos olhos da Ucrânia, que deve ser resolvida na cúpula de líderes da UE nesta quinta-feira em Bruxelas.
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