Publicado 12/09/2026 07:01

Zelenski propõe um encontro com Putin em Miami, caso ele compareça à reunião dos líderes do G20

7 de setembro de 2026, Kiev, Região de Kiev, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, à esquerda, recebe a delegação norte-americana liderada por Jared Kushner, genro do presidente dos EUA Trump, e pelo enviado especial Steve Witkoff no Paláci
Ukraine Presidency/Ukrainian Pre / Zuma Press / Eu

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, manifestou sua disposição de se reunir com seu homólogo da Rússia, Vladimir Putin, no âmbito da reunião dos líderes do G20 que será realizada em novembro, em Miami, nos Estados Unidos, caso o líder russo venha a comparecer ao encontro, afirmando que o importante nesse eventual encontro é que se chegue a acordos para pôr fim à guerra.

“Precisamos nos reunir, conversar e tomar decisões. Não se trata de palavras, do que eu vou dizer a ele ou do que ele queira dizer”, afirmou Zelenski em declarações à emissora alemã Deutsche Welle, ao ser questionado se considera possível um encontro cara a cara por ocasião dessa reunião.

De qualquer forma, o presidente ucraniano, que afirmou que estará presente na cúpula em Miami, ressaltou que o eventual encontro precisa produzir resultados. “A única coisa que importa é o resultado. O resultado é o que importa”, disse ele durante sua visita ao Canadá, onde assinou uma série de acordos para o apoio de longo prazo a Kiev.

O OBJETIVO É CONTAR COM 100 MÍSSEIS PATRIOT POR MÊS

Sobre as necessidades militares da Ucrânia, à medida que se aproxima um novo inverno marcado pelo conflito, Zelenski estabeleceu como meta mobilizar cem mísseis Patriot para repelir ataques russos durante o inverno.

“É um enorme desafio ter 100 mísseis por mês. É isso que eu quero. Quero ter 100, 120 durante esses meses difíceis, especialmente os meses frios”, destacou.

O líder ucraniano destacou que o principal fornecedor desse material são os Estados Unidos, embora a Ucrânia também esteja explorando o fornecimento por parte de países árabes — que ele não quis mencionar — ou de parceiros europeus.

De qualquer forma, ele reconheceu as dificuldades em obter esses pacotes militares que garantam a defesa antiaérea ucraniana, após ressaltar que Washington tem “vontade política de vender e ajudar” a Ucrânia, “mas a produção não é muito grande”.

“Essa é a primeira etapa para podermos seguir em frente. Precisamos conseguir esses mísseis e levá-los para a Ucrânia”, afirmou o líder ucraniano sobre o planejamento militar para os próximos meses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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