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MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou nesta segunda-feira que a OTAN deveria considerar como “alvo legítimo” a implantação do sistema de mísseis hipersônicos russos “Oreshnik” na Bielorrússia. “Eles estão fazendo tudo o que podem para assustar a Europa”, avaliou.
“Na minha opinião, a OTAN deveria considerar os 'Oreshnik' como um objetivo legítimo (...) Eles estão montando um espetáculo cada vez maior. Ainda não trouxeram os 'Oreshnik' por completo, mas sim os veículos adequados”, afirmou em entrevista ao portal de notícias bielorrusso 'Zerkalo'.
Zelenski assegurou que seu homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, “está cometendo um grave erro” e que esse país “corre um sério risco” ao continuar com esse tipo de colaboração com os russos. “Agora a Bielorrússia sabe exatamente o que está acontecendo em seu território”, disse o presidente ucraniano.
Dessa forma, ele reiterou novamente que a Bielorrússia está oferecendo o apoio necessário para continuar com os ataques à Ucrânia em diferentes frentes e destacou o apoio tecnológico aos drones que Moscou usa para atacar a infraestrutura energética ucraniana.
“As pessoas devem entender que estão sendo envolvidas em uma guerra”, alertou Zelenski, que defendeu as últimas sanções impostas tanto a Lukashenko quanto ao seu círculo mais próximo. “Ele é cúmplice da agressão ao nosso país”, enfatizou o presidente ucraniano. Zelenski quis marcar em todos os momentos as diferenças entre Lukashenko e seu círculo com a sociedade civil bielorrussa e confirmou que conversa regularmente com a oposição e a mídia independente daquele país.
Por outro lado, ele adiantou que transmitirão aos Estados Unidos sua discordância com a aproximação diplomática que pretendem estabelecer com a Bielorrússia devido ao apoio que oferecem ao Kremlin. “Eles não apenas apoiam a geopolítica russa, mas também a guerra e contribuem para a morte de civis. Temos provas disso”, afirmou. “Se houver um líder livre que lhes dê liberdade, que respeite a independência da Ucrânia, nós, sem dúvida, respeitaremos a independência da Bielorrússia”, afirmou Zelenski, para quem o “certo” do ponto de vista econômico, geopolítico e de sua independência é que Minsk também aspire a se unir à UE.
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