Publicado 09/01/2026 05:52

Zelenski pede “uma reação clara por parte do mundo” após o “ataque maciço” da Rússia contra a Ucrânia

Archivo - Arquivo - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, durante uma coletiva de imprensa na capital da Áustria, Viena, em junho de 2025 (arquivo)
Helmut Fohringer/APA/dpa - Arquivo

Ele exige que sejam enviados “sinais” a Moscou para que prevaleça a diplomacia e denuncia danos em um prédio da Embaixada do Catar MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, enfatizou nesta sexta-feira que “é necessária uma reação clara por parte do mundo” após a última onda de ataques executados pela Rússia, que deixaram pelo menos quatro mortos na capital, Kiev, e também causaram danos a um edifício da Embaixada do Catar no país europeu. “É necessária uma reação clara do mundo. Sobretudo dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia presta verdadeira atenção”, afirmou Zelenski numa mensagem nas redes sociais. “A Rússia deve receber sinais de que a sua obrigação é concentrar-se na diplomacia e deve sofrer as consequências sempre que voltar a concentrar-se nos assassinatos e na destruição de infraestruturas”, acrescentou.

Assim, ele destacou que este ataque “também serve como um lembrete claro a todos os nossos parceiros de que apoiar a defesa aérea da Ucrânia é uma prioridade permanente”. “Não se pode perder um único dia em entregas, produção ou acordos”, argumentou, antes de enfatizar que falará nas próximas horas com os aliados “em todos os níveis” sobre esses ataques e “as medidas de resposta necessárias”.

Zelenski afirmou que este “ataque massivo” contra Kiev causou danos em 20 edifícios residenciais, antes de referir que também há trabalhos de busca e salvamento ativos em Leópolis e “outras regiões do país”. Além disso, transmitiu as suas condolências aos familiares dos falecidos, entre os quais um trabalhador de uma equipa sanitária.

“Dezenas de pessoas ficaram feridas. Também houve um segundo ataque contra um dos edifícios residenciais (em Kiev), justamente quando os serviços de emergência prestavam assistência após o primeiro”, denunciou o presidente ucraniano, que lamentou que “o ataque tenha ocorrido em plena onda de frio”. “Ele foi dirigido contra a vida cotidiana de pessoas comuns”, precisou.

Nesse sentido, ele garantiu que as autoridades “estão fazendo todo o possível para restabelecer o fornecimento de aquecimento e eletricidade à população”, ao mesmo tempo em que lamentou os danos sofridos pela Embaixada do Catar, “um Estado que tanto faz para mediar com a Rússia a libertação de prisioneiros de guerra e civis detidos em prisões russas”.

A Rússia salientou que o ataque — incluindo o lançamento de um míssil hipersónico 'Oreshnik', com capacidade para transportar ogivas nucleares — é “uma resposta ao ataque terrorista do regime de Kiev contra o presidente da Federação Russa (Vladimir Putin) na região de Nóvgorod, que ocorreu em 29 de dezembro de 2025”, um evento que a Ucrânia afirma não ter ocorrido e que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou em dúvida.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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