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O presidente da Ucrânia afirma que seu país é indispensável para a concretização do “projeto europeu”
MADRID, 23 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, advertiu que só aceitará que seu país desempenhe um papel “pleno e igualitário” na União Europeia se a iniciativa de adesão for finalmente aprovada, depois que a Alemanha recomendou a possibilidade de admitir o país como “membro associado”.
A proposta de Berlim prevê a integração progressiva da Ucrânia nas instituições comunitárias, incluindo sua participação em reuniões de líderes e ministros, mas sem direito a voto, e favorece sua presença em instituições europeias e em programas comunitários, tudo isso sem a necessidade de alterar os Tratados europeus.
Tudo isso porque a Alemanha considera impossível a adesão plena da Ucrânia “a curto prazo” devido aos obstáculos políticos e aos processos de ratificação em vários Estados-membros.
Zelenski, em uma declaração feita neste sábado nas redes sociais, descartou qualquer possibilidade que implique uma integração parcial. “Não pode haver um projeto europeu completo sem a Ucrânia, e seu lugar na União Europeia também deve ser completo: pleno e igualitário”, afirmou o presidente.
O assunto, por enquanto, continua em aberto: a Comissão Europeia evitou, nesta sexta-feira, avaliar a proposta alemã além de considerar “positivo” que ela alimente o debate entre os Vinte e Sete sobre o alargamento, ao mesmo tempo em que alertou que deve haver uma discussão “política” no nível dos líderes antes de avaliar se as “soluções inovadoras” apresentadas pela Alemanha podem ter viabilidade jurídica.
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