Publicado 24/02/2025 09:00

Zelenski pede que os parceiros tomem medidas em direção à OTAN: "As garantias de segurança são fundamentais para a paz".

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, lidera uma reunião de ajuda com a presença de líderes europeus, incluindo o espanhol Pedro Sánchez.
PRESIDENCIA DE UCRANIA

Ele pede uma troca maciça de prisioneiros, "todos por todos", para restaurar alguma confiança na Rússia.

MADRID, 24 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, defendeu nesta segunda-feira, perante os líderes europeus que chegaram a Kiev para o terceiro aniversário da invasão russa, que continuem a tomar medidas para a integração ucraniana na UE e na OTAN, levando em conta, em suas próprias palavras, que "as garantias de segurança são fundamentais para a paz e quanto mais fortes elas forem, mais tempo essa paz durará".

"A Ucrânia merece não apenas a integração na UE, mas também as garantias que a OTAN oferece", disse ele, em um fórum de ajuda que contou com a presença de representantes de mais de uma dúzia de países europeus, incluindo o presidente do governo, Pedro Sánchez, e os chefes da Comissão Europeia e do Conselho, bem como o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.

De acordo com Zelenski, "a OTAN é a maneira mais simples, barata e confiável de garantir a paz e a segurança na Europa" e, durante décadas, conseguiu deter a Rússia. Nesse sentido, ele advertiu que a Ucrânia não pode se manter por conta própria, pelo que se disse "grato" pela ajuda fornecida pela comunidade internacional durante esses três anos de ofensiva militar.

Zelenski dá as boas-vindas a seus aliados europeus em um momento marcado na arena global pelo degelo entre Washington e Moscou, um marco que o líder ucraniano não mencionou expressamente, mas que o levou a lembrar que a Ucrânia é a vítima do conflito e que "deve estar na mesa de negociações". "Junto com a Europa", acrescentou.

Ele não acredita que se possa falar em "normalização" ou "reconciliação" ao lidar com a Rússia, um país com o qual ele reconheceu não ter "nenhuma confiança" no momento. Para construir essa confiança, ele sugeriu que um possível primeiro passo seria libertar os "milhares" de prisioneiros mantidos pelas forças russas e expressou sua disposição de trocar "tudo por tudo".

APELO À UNIDADE

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, uma data que Zelenski acredita não ter sido "um dia feliz" para seu colega russo Vladimir Putin, pois significava que "todos estavam unidos" contra ele. "Agora, precisamos fazer isso mais do que ontem. Precisamos apoiar uns aos outros mais do que nunca. Para que este ano possamos dizer (...) a paz está aqui", disse ele.

O presidente ucraniano espera que 20155 seja "o ano em que uma paz real e duradoura comece", embora tenha advertido que Putin não cederá "em troca de nada" e que "força, sabedoria e unidade" ainda são necessárias. Ele disse que presumia que isso não aconteceria no curto prazo - "infelizmente, essa é a realidade", disse ele - e lembrou que a Rússia já renegou os compromissos de cessar-fogo em outros contextos.

"Se alguém tentar fazer isso (da noite para o dia), sem uma base, não funcionará. Sem uma garantia de segurança, não funcionará. Uma paz confiável e duradoura é muito mais do que o silêncio das linhas de frente", acrescentou ele durante o fórum, do qual outros líderes internacionais também participaram telematicamente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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