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MADRID, 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenski advertiu que ataques como os lançados pelas forças russas na segunda-feira mostram que a Ucrânia precisa de "garantias de segurança confiáveis" e que a Rússia não pode de forma alguma ser "recompensada" por lançar a invasão, horas antes de uma reunião importante na Casa Branca.
Zelenski disse nas redes sociais que Moscou está se comportando de forma "cínica" e fingindo ser uma demonstração de força com bombardeios como o que matou sete pessoas na região de Kharkov na segunda-feira e outro ataque com três vítimas fatais em Zaporiyia.
"Eles sabem que hoje haverá uma reunião em Washington para discutir o fim da guerra", disse ele, antes de se reunir com seu homólogo americano, Donald Trump, em um encontro que também está aberto a vários líderes da UE e da OTAN.
Zelenski espera abordar "questões fundamentais" para tentar alcançar "uma paz digna e segurança real" no local, já que "a máquina de guerra russa continua a destruir vidas apesar de tudo".
Nesse sentido, assegurou que seu colega russo, Vladimir Putin, quer "manter a pressão" sobre a Ucrânia e também sobre a Europa em geral, com ações que "humilham" os esforços diplomáticos em andamento, liderados por Trump.
Como parte desses esforços, Trump recebeu Putin na última sexta-feira no estado do Alasca, para uma cúpula sem precedentes da qual não surgiram resultados tangíveis e após a qual o magnata americano mais uma vez modificou sua posição. Ele não exige mais de Putin um cessar-fogo imediato e defende a negociação de um acordo de paz "diretamente".
O presidente dos EUA também sugeriu, nas últimas horas, que Zelenski poderia encerrar o conflito "quase imediatamente" e descartou a possibilidade de a Ucrânia ingressar na OTAN e recuperar o controle sobre a península da Crimeia, controlada pela Rússia desde 2014.
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