Publicado 14/02/2026 09:46

Zelenski pede dois meses de cessar-fogo para realizar eleições na Ucrânia

14 de fevereiro de 2026, Baviera, Munique: Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, discursa na 62ª Conferência de Segurança de Munique. Foto: Kay Nietfeld/dpa
Kay Nietfeld/dpa

MADRID 14 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou neste sábado que “iremos às eleições” se houver um cessar-fogo de dois meses em resposta às exigências de votação vindas dos Estados Unidos e se declarou até mesmo disposto a alterar a legislação nacional se o presidente dos EUA, Donald Trump, assim o solicitar, para facilitar o processo.

“Estou disposto a demonstrar que estamos preparados”, afirmou Zelenski em resposta a uma pergunta sobre a pressão dos Estados Unidos para a realização de eleições. A condição que ele colocou é que haja dois meses de cessar-fogo e, então, “iremos às eleições”, declarou durante sua intervenção na Conferência de Segurança de Munique, que acontece neste fim de semana.

O presidente ucraniano criticou o argumento de que os Estados Unidos votaram durante o mandato de Abraham Lincoln em meio à Guerra Civil. “Vejo que se compara. Dizem que houve eleições durante a Guerra Civil com Lincoln. Como se pode comparar? Nosso povo está sofrendo ataques com mísseis. Não é simplesmente uma guerra terrestre. Eles nos atacam com mísseis balísticos. Dêem-nos um cessar-fogo”, argumentou. Se o presidente americano quiser que haja eleições, a Ucrânia mudará sua legislação, acrescentou Zelenski. Além disso, Zelenski brincou dizendo que “nós também podemos dar aos russos um cessar-fogo se eles convocarem eleições”. O público respondeu com risadas cúmplices à afirmação.

O presidente ucraniano sublinhou que a Ucrânia “está a fazer tudo o que está ao seu alcance para parar esta guerra” e, uma vez terminada, o país poderá aderir à OTAN. Nesse sentido, argumentou que deixar o exército ucraniano fora da aliança “não seria o mais inteligente”. “O exército ucraniano é o mais forte da Europa graças aos nossos heróis. Acho que não seria sensato deixar esse exército fora da OTAN”, declarou. “Pelo menos deixem que seja sua decisão, não a decisão de (Vladimir) Putin”, o presidente russo, afirmou em referência às negociações de paz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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