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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, negou nesta quinta-feira que a Rússia tenha assumido o controle total de Lugansk, uma das duas províncias — juntamente com Donetsk — que compõem a região do Donbass, enquanto em Kiev confiam que será alcançada uma solução “satisfatória” para a questão territorial.
Zelenski afirmou que “não é verdade” que a Rússia tenha assumido o controle total dessa província, como havia afirmado no início do mês, e lembrou que as declarações vindas de Moscou têm sido “constantes” desde o início da invasão, embora seja verdade que grande parte do leste do país esteja sob seu domínio.
É o caso de Lugansk, mas também de Donetsk, Zaporiyia e Kherson, que realizaram, poucos meses após o início da invasão de 2022, um referendo de autodeterminação, cujos resultados a favor da adesão à Rússia não foram reconhecidos internacionalmente, e que agora participarão das eleições legislativas russas.
No entanto, Zelenski garantiu que, apesar das dificuldades nessas frentes, a situação desde o início do ano tem se inclinado a favor da Ucrânia, que, insistiu, “não perderá esta guerra”.
“Nos últimos dez meses, temos estado em uma situação mais estável, mas ainda entendemos que é muito difícil para os soldados, é impossível relaxar”, declarou Zelenski à imprensa, segundo a Ukrinform.
Paralelamente, um de seus homens de confiança, o chefe de seu Gabinete Presidencial, Kirill Budanov, transmitiu, a partir de um fórum de segurança em Kiev, sua certeza de que sairão “satisfeitos” no que diz respeito à situação territorial, um dos principais motivos de atrito nas negociações com a Rússia, nas quais ele participa como líder da delegação ucraniana.
“Quanto ao Donbass, estou certo de que encontraremos uma solução que, acima de tudo, nos satisfaça, porque essa é a nossa terra e ninguém tem o direito de negociar com ela. Isso não vai acontecer”, enfatizou.
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