Publicado 18/02/2026 01:06

Zelenski insiste aos aliados na presença de peças “não fabricadas na Rússia” nas armas utilizadas por Moscou

MUNIQUE, 15 de fevereiro de 2026 — O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky discursa durante a 62ª Conferência de Segurança de Munique (MSC) em Munique, Alemanha, em 14 de fevereiro de 2026. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou no sábado, em
Europa Press/Contacto/Li Ying

MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, voltou a alertar que os mísseis e drones utilizados nos ataques do Exército russo contêm “milhares de componentes” de fabricação não russa, em particular, provenientes da Europa, Estados Unidos e Japão, aos quais ele pediu que bloqueiem “de fato” essas cadeias de abastecimento.

“Todos esses mísseis e drones russos que são usados hoje em dia contêm milhares de componentes que a Rússia não pode produzir sozinha. Cinco mísseis 'Iskander-M' levam pelo menos 75 componentes críticos de fabricação não russa. Três mísseis 'Kh-101' incluem quase 160 componentes que a Rússia não pode substituir por conta própria. Cada 'shahed' tem centenas desses componentes importados para a Rússia de outros países, e não apenas de empresas chinesas, aliás. Também da Europa, Estados Unidos e Japão”, afirmou em seu discurso à tarde, após um dia de contatos com Moscou e Washington, na cidade suíça de Genebra.

O presidente instou assim os aliados da Ucrânia a “bloquearem realmente as cadeias de abastecimento que fornecem componentes críticos à Rússia para a produção de armas”, salientando que isso é “crucial” tanto para Kiev como “para a segurança global em geral”. “As próprias empresas deveriam supervisionar melhor o destino dos seus componentes. Sem estas ligações com o mundo, a Rússia não pode fazer nada; não é capaz de ser forte estando completamente isolada”, afirmou, reiterando que “o bloqueio e a pressão podem realmente obrigar o agressor a reconsiderar a sua política”.

Quanto às conversações na Suíça, ele indicou que a delegação ucraniana “apresentará um relatório após a primeira rodada de conversações em Genebra” sobre os últimos ataques em Odessa e suas consequências. “A equipe deve, sem dúvida, levantar a questão desses ataques, em primeiro lugar à parte americana, que propôs que tanto nós quanto a Rússia nos abstivéssemos de atacar”, precisou. “A Ucrânia está preparada. Não precisamos da guerra. E sempre agimos de forma simétrica: defendemos nosso Estado e nossa independência. Além disso, estamos dispostos a avançar rapidamente para um acordo justo para pôr fim à guerra. A única pergunta para os russos é: o que eles querem? E também, se haverá consequências para a Rússia pelo fato de que os 'shaheds', os mísseis e as conversas fantasiosas sobre a história lhes importam mais do que a diplomacia real, a diplomacia e a paz duradoura", afirmou.

Por outro lado, Zelenski adiantou que “nas próximas semanas, também haverá um número significativo de formatos com nossos parceiros: diversas negociações e reuniões”, sem oferecer mais detalhes, exceto que “abordaremos a necessidade de a Europa produzir seus próprios mísseis de defesa aérea, de todos os tipos que realmente são necessários”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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