-/Ukrainian Presidency/dpa
MADRID 6 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, informou nesta quarta-feira que a Hungria devolveu os ativos que havia apreendido do banco estatal ucraniano Oschadbank no início de março deste ano, o que representou mais um desentendimento entre Kiev e Budapeste, então liderada por Viktor Orbán, agora prestes a deixar o cargo.
“Um passo importante nas relações com a Hungria: hoje foram devolvidos os fundos e objetos de valor do Oschadbank que foram apreendidos pelos serviços especiais húngaros em março deste ano”, comemorou o presidente nas redes sociais.
Zelenski comemorou que “tanto os fundos quanto os objetos de valor estão de volta ao território ucraniano na íntegra” e agradeceu à Hungria pela nova “abordagem construtiva e por este passo civilizado” nesta questão.
No início de março, as autoridades ucranianas denunciaram a detenção ilegal de vários funcionários dessa instituição bancária quando atravessavam o território húngaro vindos do Raiffeisen Bank Austria, em Viena, de onde retiraram 40 milhões de dólares, 35 milhões de euros e até nove quilos de ouro.
Após a expulsão dessas sete pessoas, a Ucrânia acusou a Hungria de “chantagem”, uma vez que condicionou a devolução desses ativos à reabertura do oleoduto Druzhba, principal via de abastecimento de petróleo russo para este e outros países da Europa Central, como a Eslováquia.
O governo húngaro aprovou uma resolução especial para custodiar excepcionalmente esses ativos enquanto durar a investigação sobre tudo o que envolve este caso. No entanto, com a derrota de Orbán nas urnas em 12 de abril passado frente a Péter Magyar, esperava-se uma mudança nas novas autoridades.
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