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Acusa os sancionados de “falsificar fatos, apropriar-se da cultura” e promover a “colonização” MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, impôs nesta terça-feira sanções contra 29 indivíduos e 15 organizações, entre os quais se encontram “acadêmicos e responsáveis por difundir propaganda” e “falsificar fatos históricos”, por ocasião do quarto aniversário da invasão russa do território.
O mandatário ucraniano assinou um decreto a esse respeito e atacou aqueles que “justificam a agressão contra a Ucrânia”. Nesse sentido, ele apontou especialmente o “propagandista russo” Alexander Chubarian, “coautor de livros didáticos russos nos quais se atribui território ucraniano”, conforme indica um comunicado da Presidência.
Kiev também sanciona Alexer Miller e Artem Lagoiski, acusados de “terem traído a Ucrânia para servir às forças de ocupação”. “Eles prestaram ajuda em tudo, incluindo a adoção de documentos necessários para violar os direitos dos ucranianos”, afirmou.
Entre as organizações sancionadas estão algumas acusadas de “roubar propriedade cultural ucraniana de museus e reservas na Crimeia, além de se apropriarem de documentos e usá-los em benefício próprio”. “Introduzimos sanções contra a colonização cultural, contra aqueles que durante décadas distorceram a história da Ucrânia e impuseram narrativas imperiais”, afirmou.
“Esta não é uma questão apenas cultural, mas um componente da guerra híbrida que busca minar a identidade da Ucrânia e sua soberania”, afirmou Vladislav Vlasiuk, responsável pelas sanções da Ucrânia.
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