Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE
MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, garantiu nesta quinta-feira que o acordo com os Estados Unidos sobre as garantias de segurança para seu país está praticamente pronto, aguardando uma última reunião “ao mais alto nível” com seu homólogo americano, Donald Trump, após dois dias de reuniões em Paris.
“O documento bilateral sobre garantias de segurança para a Ucrânia está praticamente pronto”, destacou Zelenski nas suas redes sociais para informar sobre os últimos avanços nas conversações que, desde terça-feira, a delegação ucraniana manteve em Paris com os Estados Unidos e os seus parceiros europeus.
Para o presidente ucraniano, “é importante” manter as conversas bilaterais com europeus e americanos, em particular sobre questões relacionadas com a economia e a reconstrução do país. Zelenski indicou que durante a reunião de quarta-feira também foram abordados “assuntos complexos” relacionados com o plano de paz, cujas conclusões, segundo ele, serão comunicadas pelos Estados Unidos à parte russa. “Esperamos a resposta sobre se o agressor está realmente disposto a pôr fim à guerra”, afirmou. Enquanto se aguarda a publicação de mais detalhes sobre estas últimas reuniões, esses “assuntos complexos” a que Zelenski se referiu dizem previsivelmente respeito à administração dos territórios orientais sob ocupação russa e à gestão da central nuclear de Zaporizhia.
O próprio presidente Zelenski já havia antecipado na véspera que a próxima reunião com a delegação americana liderada por Steve Witkoff abordaria essas questões, que ele definiu como as “mais complexas” da proposta de paz.
Resta saber se o apoio retórico de Washington ao plano de segurança para a Ucrânia se traduzirá em um papel concreto nessas garantias, uma vez que se espera que, pelo menos, contribua com assistência logística e de informação, fundamental para verificar um possível cessar-fogo e para que a eventual Força Multinacional seja capaz de repelir eventuais agressões. DENUNCIA A FALTA DE VONTADE DA RÚSSIA PARA A PAZ
Enquanto isso, Kiev denunciou novamente o suposto desinteresse da parte russa em chegar a um acordo de paz após os últimos ataques em grande escala que deixaram as regiões de Dnipro e Zaporiyia sem eletricidade.
“Isso não indica precisamente que Moscou esteja reconsiderando suas prioridades”, observou o presidente ucraniano, que instou seus parceiros a aumentar cada vez mais a pressão sobre Moscou para colocar Kiev em uma posição melhor na mesa de negociações.
“O realismo das futuras garantias de segurança deve ser demonstrado pela capacidade dos parceiros de exercer pressão efetiva sobre o agressor nesta fase”, avaliou o mandatário.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático