Publicado 16/07/2026 09:59

Zelenski explica que a demissão de Fedorov se deve à falta de comunicação dele com o chefe do Exército ucraniano

O presidente ucraniano destaca que a prioridade do próximo ministro da Defesa é acabar com os “episódios vergonhosos” da mobilização forçada

15 de julho de 2026, Kiev (Província de Kiev, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky aguarda a chegada da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Kiev, antes da Cúpula Ucrânia-Sudeste da Europa.,Imagem: 1116718892, Licença: D
Louis Lemaire-Sicre / Zuma Press / Europa Press /

MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, reconheceu nesta quinta-feira que o motivo para destituir Mijailo Fedorov do cargo de ministro da Defesa foi a falta de unidade e de comunicação entre ele e o comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirski. “Sem mim, eles não vão se sentar para negociar”, afirmou.

“Este não é apenas um problema das partes, mas também meu; não me isento de responsabilidade. Respeito as partes, conheço seus pontos fortes e fracos, (...) mas as coisas são como são, e, nessa situação, há uma saída, seja por parte de um ou de outro, porque sem mim eles não vão se sentar para negociar”, explicou Zelenski em uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Zelenski garantiu que Fedorov continuará fazendo parte de sua equipe, em contraste com o que o próprio Fedorov havia declarado anteriormente, informando que rejeitou uma proposta para atuar como assessor do presidente ucraniano.

Assim, ele veio confirmar o que já era um segredo a voz alta, a falta de sintonia entre Sirski e Fedorov, que, em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, afirmou que “todas as propostas” que vinham apresentando esbarraram na rejeição categórica de Sirski, a quem ele criticou por não querer falar sobre o assunto cara a cara.

“Ele prefere tecer intrigas e acreditar que alguém deu ordens a algum meio de comunicação, em vez de se concentrar no que realmente está acontecendo (...) Em vez de buscar a derrota da Rússia, ele buscou uma maneira de dividir o país”, repreendeu Fedorov, cujas pretensões de descentralizar e digitalizar o funcionamento do Exército foram rejeitadas pelos altos comandos.

IGOR KLIMENKO, O MAIOR FAVORITO PARA ASSUMIR A DEFESA

O líder ucraniano também confirmou que o atual ministro do Interior, Igor Klimenko, é o maior favorito para substituir Fedorov. “Ele tem potencial”, disse Zelenski sobre ele, que, na qualidade de chefe de Estado, é responsável por indicar tanto o ministro da Defesa quanto o de Relações Exteriores.

“Considero-o um dos candidatos, mas ainda não apresentei os documentos pertinentes ao Parlamento”, disse Zelenski, que destacou que o próximo ministro da Defesa terá como objetivos restabelecer a comunicação com o Exército, resolver os problemas dos escritórios de alistamento e acabar com os “episódios vergonhosos” do recrutamento forçado, a chamada ‘busificação’.

“A mobilização é um tema complexo que envolve a todos, tanto o Exército quanto o Governo. Por isso, acredito que Klimenko tem o potencial para garantir o abastecimento e eliminar os episódios vergonhosos da ‘busificação’”, afirmou.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia e à medida que o pessoal escasseava, têm surgido nas redes sociais vídeos nos quais é possível ver como agentes dos centros de alistamento detêm cidadãos ucranianos em idade militar e os colocam à força em vans para enviá-los para a linha de frente.

Além disso, foram revelados inúmeros casos de corrupção relacionados a atestados médicos falsos e isenções fraudulentas emitidas por alguns diretores desses centros de recrutamento em troca de milhares de dólares para quem pretende se livrar do serviço militar.

A saída de Fedorov, apenas seis meses após assumir o cargo, foi uma das mudanças mais marcantes da reforma que o presidente Zelenski está preparando para seu governo, a qual está sendo debatida nesta quinta-feira na Rada Suprema.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado