Publicado 12/02/2026 05:41

Zelenski exige uma “data específica” para a adesão de Kiev à UE e insiste em 2027 como prazo limite

5 de fevereiro de 2026, Ucrânia, Ucrânia, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy se reúne com o primeiro-ministro polonês Donald Tusk em Kiev para discutir o apoio da Polônia à Ucrânia e o fortalecimento da segurança e da cooperação econômica
Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE

Alerta que a Rússia “fará tudo o que estiver ao seu alcance para bloquear o processo”, também “através de certos representantes europeus”, se não houver um acordo prévio MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, exigiu uma “data específica” para a adesão de Kiev à União Europeia (UE) e sublinhou que “é importante” que o país “faça tudo o que estiver ao seu alcance para estar tecnicamente preparado” para aderir ao bloco “em 2027”, ano que estabelece como limite. “Quero uma data específica. Se não houver data no acordo (de paz) assinado pelos Estados Unidos, pela Rússia, especificamente (pelo presidente russo, Vladimir) Putin, eu, como presidente da Ucrânia e da Europa, a Rússia fará tudo o que estiver ao seu alcance para bloquear o processo”, explicou o mandatário.

“Não o fará com as suas próprias mãos, mas através de certos representantes europeus”, afirmou, referindo-se aos países da UE que poderiam bloquear este acesso nas votações internas. “Já vimos situações semelhantes”, observou, antes de referir o próprio processo de candidatura de Kiev.

Assim, destacou que durante o mesmo “houve uma onda de desafios”. “No entanto, conseguimos a candidatura”, salientou, ao mesmo tempo que enfatizou que para a Ucrânia “a UE significa coisas específicas, pois se trata de garantias de segurança para a Ucrânia”.

“São detalhes específicos, com uma data específica”, explicou Zelenski em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual insistiu que “o plano para acabar com a guerra”, de 20 pontos, “garante aos ucranianos que haverá uma data específica para o acesso” ao bloco europeu.

A Ucrânia apresentou o seu pedido de adesão à UE em fevereiro de 2022, poucos dias depois de a Rússia ter lançado a sua invasão do país, e obteve o estatuto de candidato nesse ano, após o que foram iniciadas conversações de adesão em 2024, sem negociações por enquanto sobre blocos específicos, sobre os quais a Hungria utilizou o seu veto.

Zelenski estabeleceu janeiro de 2027 como meta para a entrada de Kiev no bloco, uma possibilidade que foi rejeitada pelo primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e que foi até mesmo questionada por aliados da Ucrânia, como o chanceler alemão, Friedrich Merz.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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