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MADRID 13 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou nesta quarta-feira que confia que seu homólogo norte-americano, Donald Trump, inclua a guerra com a Rússia em sua agenda nos próximos dias em Pequim, onde se reunirá com o líder chinês, Xi Jinping.
“Estamos em contato constante com nossos parceiros americanos, somos gratos a eles e esperamos que a questão de pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia também seja abordada agora, enquanto o presidente dos Estados Unidos se encontra na China”, afirmou Zelenski, durante sua visita à Romênia.
Zelenski encontra-se nesta quarta-feira na capital romena, onde participou da cúpula dos Nove de Bucareste, que reúne esse número de países do Leste Europeu que outrora fizeram parte do bloco comunista e agora são membros da OTAN, entre eles Romênia, Bulgária, República Tcheca e Polônia.
"Não cessamos nossos esforços diplomáticos e esperamos que a pressão sobre a Rússia, juntamente com as negociações em diversos formatos, ajude a alcançar a paz", afirmou Zelenski, que já em ocasiões anteriores apelou a Xi para que exerça sua influência sobre o presidente russo, Vladimir Putin, e o persuada a negociar.
No entanto, o presidente ucraniano voltou a ressaltar a importância das sanções econômicas neste contexto e encorajou seus aliados a continuar com esse tipo de medida. “As sanções funcionam, nossas capacidades de longo alcance funcionam e qualquer forma de pressão que exerçam funciona”, afirmou.
PRÓXIMA REUNIÃO DA OTAN
Zelenski também aproveitou para avaliar o alcance que a próxima cúpula da OTAN, a ser realizada na Turquia entre 7 e 8 de julho, poderá ter. Para o presidente ucraniano, agora mais do que nunca os aliados devem demonstrar que permanecerão unidos “dadas as dificuldades existentes”.
Assim, ele destacou que, apesar das “tensões” entre a Europa e os Estados Unidos após o retorno do presidente Trump à Casa Branca, a Aliança deve “fazer todo o possível para que esta cúpula transmita uma mensagem positiva a toda a comunidade euro-atlântica”, de que “a OTAN é forte e não entrará em colapso”.
Zelenski encorajou seus parceiros europeus a desenvolverem conjuntamente suas próprias capacidades militares e de defesa, evitando assim “depender das oscilações políticas”.
As relações entre os Estados Unidos e a Europa não estão passando por seu melhor momento. Às críticas de Trump a alguns aliados da OTAN por não estarem cumprindo as metas de gastos com defesa estabelecidas por Washington, somou-se recentemente a recusa de todos eles em participar da guerra no Irã.
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