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O presidente ucraniano considera que seu país já está fazendo “tudo o que é necessário” BRUXELAS 7 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, avisou nesta quarta-feira que a Ucrânia está fazendo “tudo o que lhe é exigido” no processo de negociação de paz para acabar com a invasão da Rússia e que espera que não lhe sejam impostas “exigências adicionais ou excessivas”. “Estamos fazendo tudo o que nos cabe no processo de negociação. Esperamos que não sejam impostas exigências adicionais ou excessivas à Ucrânia", afirmou o líder ucraniano durante um discurso na inauguração da Presidência de Chipre do Conselho da União Europeia, realizada em Nicósia.
Zelenski expressou seu desejo de que a guerra na Ucrânia “possa terminar” durante a presidência rotativa de Chipre, uma vez que as negociações de paz “atingiram um novo nível de intensidade” e um trabalho “muito ativo” está ocorrendo no momento em que Nicósia preside o Conselho da União Europeia.
“A Ucrânia, nossos parceiros europeus e, é claro, os Estados Unidos e todos os membros de nossa Coalizão de Voluntários, do Canadá ao Japão, da UE à Austrália, (estão trabalhando nisso) para torná-lo possível”, indicou, acrescentando que isso se tornará realidade se “for exercida pressão suficiente sobre o agressor”.
Concretamente, ele analisou que “quando a pressão é forte o suficiente para esgotar a fonte da guerra, chega a paz”. Em sua opinião, essa pressão já existe, e a União Europeia desempenha “um papel fundamental” em mantê-la para que, o mais rápido possível, “a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia” chegue ao fim. ESPERA AVANÇOS NA ADESÃO À UE
Por outro lado, Zelenski valorizou o fato de Chipre ter assumido a presidência rotativa da UE, uma vez que é “um Estado-membro que continua dividido”, mas que, mesmo assim, está comprometido “com uma paz duradoura e plenamente igualitária na Europa”. “Um país que pode ser pequeno em tamanho, mas que tem uma voz igualitária nas instituições europeias. Isso diz muito sobre o que realmente é a Europa: que cada nação é importante e que todos os países livres da Europa merecem fazer parte do nosso lar europeu comum”, destacou o presidente ucraniano.
Na mesma linha, acrescentou que “a Ucrânia também merece” o mesmo, “ser uma parte igual” do “lar europeu comum”, pelo que espera que a presidência cipriota “seja produtiva” e faça avançar Kiev — e também a Moldávia — nesse caminho.
De fato, Zelenski se reuniu nesta quarta-feira em Nicósia com sua homóloga moldava, Maia Sandu, com quem concordou que ambos os países devem coordenar seu caminho para a adesão à União Europeia e abrir simultaneamente os capítulos exigidos por Bruxelas.
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