Europa Press/Contacto/Igor Jakubowski
MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, garantiu que o país “nunca foi, nem será” um obstáculo à paz, pelo que pediu que se mantenha a pressão sobre a Rússia, depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter acusado o mandatário ucraniano de atrasar o acordo que põe fim à guerra.
“A Ucrânia nunca foi nem será um obstáculo à paz. São os mísseis russos, os ‘shaheds’ e as tentativas da Rússia de destruir a Ucrânia que demonstram claramente que o que ela busca não são acordos”, afirmou o presidente ucraniano em uma mensagem ao povo ucraniano divulgada por seu gabinete.
Nesse sentido, ele destacou que a falta de eletricidade durante “20 ou 30 horas” é causada pelos ataques da Rússia, “e quando os ataques russos têm como objetivo destruir nosso sistema energético e nosso povo, é a Rússia que deve ser pressionada”.
Esta mensagem vem em resposta aos últimos ataques de Trump, que, em entrevista à agência Reuters, voltou a criticar o líder ucraniano pelo que considera uma posição dilatória nas negociações para o fim da guerra.
As palavras de Trump encontraram o apoio do Kremlin, cujo porta-voz, Dimitri Peskov, insistiu que a postura de Moscou se manteve “coerente” desde o início e que, em contrapartida, “a situação piora a cada dia para o regime de Kiev”, pelo que o presidente ucraniano tem menos “margem de manobra” e deve “assumir as suas responsabilidades”.
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