As negociações de Istambul e o acordo econômico bilateral, tópicos de uma reunião com a presença de Marco Rubio MADRI 18 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, reuniu-se neste domingo com o vice-presidente americano, JD Vance, e com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, aproveitando sua visita a Roma para a missa de início do pontificado do Papa Leão XIV, no que foi o primeiro encontro com os três desde a briga pública de 28 de fevereiro na Casa Branca.
A Presidência ucraniana informou sobre essa reunião em um comunicado no qual enfatizou que Rubio também atua como Conselheiro de Segurança Nacional da Presidência dos EUA.
A reunião serviu para "abordar a posição de cada lado e os próximos passos para mudar a situação, incluindo a imposição de fortes sanções contra a Rússia", de acordo com Zelenski, que também informou Vance e Rubio sobre o estado da situação na linha de frente.
Zelenski também se referiu às "violações do cessar-fogo proposto pela própria Rússia". "Tudo isso demonstra a falta de intenção de Moscou de acabar com a guerra, e é exatamente por isso que é necessária pressão para forçar a Rússia a concordar com um cessar-fogo total e incondicional", argumentou.
O líder ucraniano também informou aos oficiais americanos sobre os contatos entre uma delegação ucraniana e uma russa em Istambul na sexta-feira. "O baixo nível da delegação russa significava que eles não tinham capacidade de tomar nenhuma decisão", lamentou Zelenski.
Eles também discutiram a implementação do Acordo de Parceria Econômica recentemente assinado entre a Ucrânia e os Estados Unidos, e Zelenski enfatizou que havia enviado uma carta ao presidente Donald Trump com novas propostas de cooperação nos setores da indústria de defesa e do comércio.
Na reunião, Zelenski "expressou sua gratidão aos Estados Unidos e ao povo americano por seu apoio à Ucrânia e estendeu agradecimentos especiais ao presidente Donald Trump e sua equipe por seus esforços para acabar com a guerra", de acordo com Kiev.
Zelenski enfatizou que "a Ucrânia apoia firmemente todas as propostas dos EUA e se engaja em um diálogo construtivo para alcançar uma paz justa e duradoura".
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