MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que seu colega russo, Vladimir Putin, "está tentando se esquivar" de uma futura reunião para tentar pôr fim ao conflito e o acusou de "não querer acabar com a guerra", dando como exemplo o constante bombardeio de áreas civis e os "ataques ferozes" nas linhas de frente.
Zelenski insistiu em um discurso à nação que existem atualmente dois formatos possíveis para construir pontes com Moscou, ambos no nível de líderes: uma reunião bilateral entre os dois presidentes e uma cúpula tripartite envolvendo o presidente dos EUA, Donald Trump.
"Os sinais que estamos recebendo da Rússia são ultrajantes", lamentou Zelenski, que lembrou os estragos de uma nova noite de ataques maciços em que a Rússia disparou cerca de 40 mísseis e mais de 570 drones. Esses bombardeios, advertiu ele, são "uma resposta clara" do Kremlin a possíveis negociações.
Diante desse cenário, ele novamente pediu aos parceiros internacionais de Kiev que mantivessem a "pressão" sobre Moscou e prometeu que o governo ucraniano e as forças armadas continuariam a fazer "tudo o que for necessário" para proteger o território e sua população.
Nesse sentido, ele ressaltou que Trump "está absolutamente certo" quando diz que a guerra não pode ser vencida "apenas se defendendo", horas depois que o inquilino da Casa Branca usou um símile esportivo nas redes sociais para sugerir à Ucrânia que deveria "jogar no ataque" contra a Rússia se quiser ter alguma chance de vitória.
No entanto, Zelenski ressaltou que não está renunciando à diplomacia e a qualquer possível diálogo que "possa realmente aproximar a paz", o que também incluiria os contatos já em andamento para tentar tecer a "futura arquitetura de segurança" que a Ucrânia teria após um hipotético acordo de paz.
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