MADRID, 20 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, anunciou que devolveu à Polônia a medalha da Ordem da Águia Branca, a mais alta condecoração concedida pela Polônia, em mais um passo na escalada bilateral iniciada pela designação de uma das unidades militares ucranianas como “Heróis da UPA”, em referência a uma milícia nacionalista que, durante a Segunda Guerra Mundial, lutou pela independência do país e cometeu massacres contra civis poloneses.
“Acreditávamos que a Ordem da Águia Branca, concedida em 2023, fosse destinada ao povo ucraniano e ao nosso exército. Foi o que foi dito na época. Hoje devolvo a Ordem ao presidente da Polônia. Espero que o futuro confirme o respeito que os ucranianos merecem”, publicou Zelenski nas redes sociais.
O presidente polonês, Karol Nawrocki, anunciou na sexta-feira a retirada da Ordem da Águia Branca — a mais alta condecoração polonesa —, que havia sido concedida a Zelenski pelo então presidente polonês Andrzej Duda.
O líder ucraniano expressou a disposição da Ucrânia de “permanecer aberta a todas as formas de aproximação com a Polônia para tentar evitar interpretações conflitantes dos capítulos difíceis e dolorosos do nosso passado comum”. Além disso, reiterou o agradecimento da Ucrânia pelo apoio da Polônia na guerra contra a Rússia.
Os ex-presidentes ucranianos Petro Poroshenko e Viktor Yushchenko também anunciaram a devolução da Ordem da Águia Branca.
O Exército Insurgente Ucraniano (UPA) e outros grupos armados nacionalistas realizaram, em 1943 e 1944, uma campanha de limpeza étnica e massacres na região de Volínia e Galícia, na época sob ocupação nazista, que resultou na morte de dezenas de milhares, chegando a 100 mil civis poloneses.
Zelenski batizou recentemente o Centro de Operações Especiais Norte das forças de operações especiais do Exército como “Heróis da UPA”, uma decisão que precipitou a sucessão de eventos.
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