Europa Press/Contacto/Marek Ladzinski
MADRID 14 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, denunciou nesta terça-feira uma nova onda de ataques russos com 145 drones e mísseis contra diversos pontos do país, que deixaram pelo menos dez pessoas feridas, ao mesmo tempo em que exigiu que a União Europeia acelere os trabalhos para a adoção de mais sanções contra Moscou.
“Ontem à noite, os russos lançaram 135 drones e dez mísseis de diversos tipos, a maioria deles balísticos, contra nossas cidades e comunidades. Sete pessoas ficaram feridas na região de Kharkiv, entre elas um menor”, explicou ele em uma mensagem nas redes sociais, na qual também detalha ataques russos contra a região de Chernihiv que teriam deixado três feridos após bombardeios a “um prédio residencial e às instalações da rede elétrica”.
Dessa forma, ele reiterou o balanço da Força Aérea ucraniana, que confirmou que a maioria dos ataques foi repelida pelas defesas antiaéreas ucranianas, embora um míssil balístico e 25 drones tenham causado danos em pelo menos dez locais do país.
Quanto à situação na região de Kiev, o líder ucraniano informou sobre danos em 16 locais causados por ataques com mísseis, entre eles uma escola e uma empresa. “Também foram atacadas infraestruturas críticas nas regiões de Dnipró, Donetsk, Yitómir e Odessa”, informou ele sobre mais uma noite de ataques maciços russos.
EXIGE QUE A UE “NÃO PERCA TEMPO” COM A ADOÇÃO DE SANÇÕES
Nesse contexto, ele pediu à UE que aumente a pressão sobre a Rússia. “Não podemos continuar perdendo tempo, e o 21º pacote de sanções da UE deve ser aprovado esta semana”, insistiu, referindo-se a medidas que ainda são objeto de debate entre os 27 países-membros.
Segundo Zelenski, cada dia de atraso na adoção das sanções “dá à Rússia mais tempo para se preparar para elas”. “Deve-se interromper o fornecimento de todos os componentes — chips, microchips e bens de dupla utilização —, em suma, de tudo o que a Rússia utiliza para prolongar a guerra e atacar a população”, argumentou.
Essas declarações foram feitas depois que a Ucrânia se juntou à coalizão de dez países europeus para formar uma coalizão antimísseis, iniciativa que Zelenski classificou como uma medida capaz de “reforçar verdadeiramente” a segurança da população ucraniana. “Devemos avançar juntos. Cada empresa e cada país devem ser verdadeiros defensores da vida”, enfatizou.
Por sua vez, as Forças Armadas russas enquadraram essa ofensiva em ataques com “armas de alta precisão e longo alcance, tanto aéreas quanto terrestres, e veículos aéreos não tripulados”, contra alvos militares ucranianos.
Especificamente, indicaram ter atacado empresas do setor militar em Kiev e instalações portuárias no porto de Yuzhni, na região de Odessa, “utilizadas para o descarregamento e armazenamento de combustível e lubrificantes destinados às Forças Armadas da Ucrânia”.
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