Publicado 12/03/2026 09:18

Zelenski defende que as operações da Ucrânia visam reforçar sua posição na mesa de negociações

26 de fevereiro de 2026, Ucrânia, Ucrânia, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky participa da Cúpula Ucrânia-Países Nórdicos e Bálticos para discutir os desenvolvimentos na guerra e fortalecer a cooperação em matéria de segurança e o apoio à
Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE

Afirma que sua animosidade em relação a Putin não é um obstáculo para alcançar a paz MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que devem manter suas posições na frente para alcançar uma melhor posição na mesa de negociações e destacou que seu país já cedeu demais a uma Rússia que “não tem o suficiente” e “quer cada vez mais”.

“Queremos pôr fim à guerra através de negociações, através da diplomacia, e por isso devemos manter-nos na frente”, defendeu Zelenski numa entrevista à revista Politico, na qual salientou que as últimas operações ucranianas tiveram como objetivo consolidar as suas posições defensivas.

Zelenski garantiu que os cerca de 430 quilômetros quadrados que a Ucrânia recuperou no último mês e meio serviram para manter a linha de frente. “Tudo depende disso, porque estamos nos preparando e estamos prontos para a via diplomática”, enfatizou.

Além disso, destacou os compromissos que a Ucrânia assumiu com os Estados Unidos, em seu papel de mediador durante o último ano, para alcançar a paz, ao contrário da Rússia, que “não tem o suficiente, quer cada vez mais” e sobre a qual é necessário exercer muito mais pressão para obrigá-la a negociar.

Nesse sentido, reiterou novamente que a Ucrânia está pronta para alcançar a paz, mas não para “os ultimatos russos”, e enfatizou a ideia de “justiça” na hora de estabelecer uma resolução para o conflito.

“As pessoas estão cansadas da guerra (...), mas não perderam sua dignidade (...) o moral continua alto”, destacou Zelenski, que também negou que a antipatia pelo presidente russo, Vladimir Putin, seja um obstáculo para alcançar a paz.

“Acho que nos odiamos”, confirmou, usando os mesmos termos que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usa quando aborda essa questão. “Ninguém está falando em ser amigos, não há amizade, ele é um assassino”, afirmou. “Precisamos da paz. A paz não é uma questão emocional. O ódio é uma emoção. A paz é um documento muito concreto que pode dar ao nosso povo a oportunidade de viver e acabar com a guerra”, explicou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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