Publicado 22/07/2026 15:03

Zelenski conversa com os enviados de Trump para a Ucrânia na véspera do encontro entre Rubio e Lavrov em Manila

Archivo - Arquivo - FOTO DE DIVULGAÇÃO - 6 de janeiro de 2026, França, Paris: O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (à esquerda), se reúne com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, na residência do embaixador dos EUA em Par
-/Ukrainian Presidency/dpa - Arquivo

MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, conversou nesta quarta-feira com os enviados especiais do presidente Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, na véspera do encontro entre o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, nesta quinta-feira em Manila, na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Zelenski detalhou, em uma breve mensagem nas redes sociais, que foi uma “conversa importante e proveitosa” sobre como intensificar os canais diplomáticos e aproximar a paz, em um momento em que ainda não se sabe quando Moscou e Kiev voltarão a se sentar para negociar após a interrupção causada pela guerra no Irã.

“Precisamos da paz, uma paz digna, pela qual a Ucrânia anseia há muito tempo”, afirmou Zelenski, que garantiu que Kiev continuará trabalhando com o lado americano para alcançar esse objetivo. Por fim, ele agradeceu a Witkoff e a Kushner pelo “esforço pessoal” que vêm dedicando para alcançar esse objetivo.

Está previsto que, nesta quinta-feira, Rubio e Lavrov se reúnam à margem da cúpula da ASEAN, que está sendo realizada na capital das Filipinas, um encontro que deve servir para abordar o conflito na Ucrânia, que já completa mais de quatro anos e meio desde que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a invasão.

Lavrov confirmou o encontro e ressaltou, em alusão a uma eventual retomada das negociações, que Moscou parte do princípio de que Washington não rejeitou o que foi acordado em agosto de 2025 em Anchorage, no Alasca, após os “inúmeros comentários” que vêm surgindo e que parecem sugerir o contrário.

O que ocorreu no Alasca tornou-se, nos últimos tempos, fonte de interpretações opostas entre Washington e Moscou, que apela ao que vem divulgando como “espírito de Anchorage” para pôr fim à guerra na Ucrânia, após os supostos consensos alcançados naquele encontro que reuniu Trump e Putin.

A Rússia afirma que Putin confirmou naquela cúpula o plano de 27 pontos apresentado pelos Estados Unidos, que havia sido previamente entregue em Moscou pelo enviado especial Steve Witkoff para análise, entre os quais está o controle do Donbass em troca do congelamento das linhas de frente atuais.

No entanto, recentemente Rubio explicou que não houve nenhum acordo vinculativo, pois, caso tivesse havido, a guerra já teria chegado ao fim. Em resposta a esses esclarecimentos, Lavrov instou os Estados Unidos a “esclarecer toda essa situação”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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