Publicado 23/09/2025 13:38

Zelenski confirma que a Ucrânia repatriou 1.625 menores da Rússia e pede mais sanções contra os responsáveis

03 de setembro de 2025, França, Paris: O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chega ao Palácio do Eliseu para uma reunião com o presidente francês Emmanuel Macron. Foto: Julien Mattia/Le Pictorium via ZUMA Press/dpa
Julien Mattia/Le Pictorium via Z / DPA

BRUXELAS 23 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse nesta terça-feira que a Ucrânia conseguiu repatriar 1.625 menores ucranianos levados pela Rússia durante a invasão do país vizinho, insistindo que a comunidade internacional aumente a pressão sobre os responsáveis e exija que a Rússia pare com esse crime.

"Milhares e milhares de nossas crianças são vítimas do duplo crime da Rússia. Primeiro, ela as sequestrou e deportou, e agora está tentando roubar tudo o que elas têm em sua cultura, seu caráter, seus laços familiares e sua identidade", denunciou o líder ucraniano na conferência para o retorno das crianças ucranianas realizada em Nova York durante a semana da Assembleia Geral da ONU.

Zelenski confirmou que as autoridades ucranianas conseguiram recuperar 1.625 crianças sequestradas pela Rússia no contexto da invasão, observando que cada retorno é um "sucesso" e uma "criança salva", mas também um "desafio", devido às implicações de reintegrar a criança e protegê-la do trauma vivido.

O líder ucraniano pediu aos parceiros internacionais que continuem a apoiar o trabalho de financiamento, busca e verificação de informações sobre as supostas crianças, bem como para garantir que os responsáveis sejam levados à justiça por esses crimes. Essa mensagem foi transmitida em um fórum liderado pelo primeiro-ministro canadense Mark Carney.

"Peço que, em todos os pacotes de sanções, aumentem a pressão sobre os políticos, autoridades, juízes, propagandistas e outros envolvidos no sequestro de crianças e na tentativa de reprogramar suas mentes", disse ele, observando que somente com o aumento da pressão esse crime será interrompido.

A presidente da UE, Ursula von der Leyen, anunciou o apoio da UE de 200 milhões de euros para financiar a merenda escolar e expressou seu apoio político e financeiro ao projeto, inclusive por meio do Ministério Público, que julga esses crimes.

"Essa luta não é apenas da Ucrânia. Ela exige a determinação do mundo para maximizar a pressão sobre a Rússia. É por isso que a UE está se juntando à Coalizão Internacional para o Retorno das Crianças Ucranianas e organizaremos uma cúpula internacional de alto nível para colocar essas crianças no topo da agenda global", disse ela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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