Publicado 15/05/2025 12:06

Zelenski confirma o envio de uma delegação ucraniana a Istambul, mas descarta a possibilidade de participar da reunião

Archivo - Arquivo - Presidente ucraniano Volodimir Zelenski.
-/Ukrinform/dpa - Arquivo

O grupo será liderado pelo Ministro da Defesa da Ucrânia.

Ministro das Relações Exteriores da Rússia chama Zelensky de "patético" por solicitar a presença de Putin

MADRID, 15 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, confirmou na quinta-feira que estava enviando uma delegação a Istambul para conversações com a Rússia, mas descartou participar da reunião depois de conhecer a composição da delegação russa e tendo em vista a recusa dos presidentes da Rússia e dos Estados Unidos, Vladimir Putin e Donald Trump, em participar da reunião.

O grupo será liderado pelo ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, e por vários oficiais de alto escalão da inteligência e do exército do país, como o próprio Zelenski explicou durante uma coletiva de imprensa em Ancara, a capital turca, onde se reuniu com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"Decidi enviar nossa delegação a Istambul agora, mas não na íntegra, é claro. O chefe do Serviço de Segurança e o chefe do exército não estarão presentes. A delegação será liderada por Umerov, embora, para ser honesto, não haverá nenhum colega russo presente", explicou ele.

Ele esclareceu que a decisão de enviar uma delegação ucraniana após a recusa de Putin se deveu à necessidade de "negociar não apenas com o lado russo, mas também com os representantes da Turquia e dos Estados Unidos".

"O mandato da delegação ucraniana é conseguir um cessar-fogo. Essa é a prioridade. A Rússia continua a encarar todas essas reuniões de forma leviana", lamentou, enquanto acusava Moscou de não ter "nenhuma intenção de acabar com a guerra". "Espero que eles mostrem algo durante essa reunião", disse ele.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, que também não participará da reunião, chamou Zelenski de "patético" por exigir a presença de Putin na Turquia. "Há muitos sinais de que nem Berlim, nem Paris, nem Bruxelas e muito menos Londres querem a paz para a Ucrânia", disse ele.

Nesse sentido, ele criticou as propostas dos países europeus para alcançar a paz e as descreveu como "belicistas". Ele também insistiu que a minoria russa em território ucraniano está sendo "oprimida" enquanto a Europa "apoia o nazismo", de acordo com a agência de notícias russa TASS.

Anteriormente, Zelenski chamou a delegação russa que foi a Istambul para as conversações de quinta-feira de "farsa" e agradeceu a Erdogan por organizar o que ele viu como uma "oportunidade para conversações diretas".

Nas últimas horas, o Kremlin confirmou que Putin não participará das negociações, nas quais a delegação russa será liderada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinski, que esteve presente nas primeiras negociações fracassadas de 2022, que também ocorreram em Istambul.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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