Publicado 23/10/2025 12:54

Zelenski está confiante de que o uso de ativos russos congelados "está mais próximo" e pede fundos para 2026

O presidente ucraniano Volodimir Zelenski cumprimenta o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, na cúpula europeia em Bruxelas.
ALEXANDROS MICHAILIDIS // EUROPEAN COUNCIL

BRUXELAS 23 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou confiança na quinta-feira de que o uso de ativos russos congelados para ajudar a Ucrânia com um empréstimo está "mais próximo", dizendo que os líderes poderiam tomar uma decisão em breve, já que Kiev precisa dos fundos no início de 2026 para continuar lutando.

"Estamos mais perto dessa grande decisão de usar os ativos congelados, de uma forma ou de outra. O principal marco hoje é que os líderes da UE tomem a decisão política de usar os fundos com base nos ativos congelados de uma forma ou de outra. É uma questão importante", disse o líder ucraniano em uma coletiva de imprensa em Bruxelas, após participar da cúpula dos líderes da UE-27.

Nessa reunião, espera-se que os chefes de Estado e de governo finalizem o empréstimo de reparação de 140 bilhões financiado com o dinheiro gerado pelos ativos russos congelados.

Zelenski pediu aos líderes que tomem a decisão logo, observando que Kiev precisa dos fundos "no início" de 2026 para travar uma "guerra tática". Ele pediu a unidade europeia, alegando que a Rússia "teme" que a UE se una e a faça pagar por sua destruição na Ucrânia.

De qualquer forma, ele valorizou o progresso feito nesse debate, depois de dois anos após a primeira consideração sobre o uso de ativos soberanos russos para financiar a Ucrânia e o uso dos lucros gerados por esses ativos, agora estão sendo tomadas medidas para usar também o dinheiro dos ativos, sem confiscá-los de fato.

A Ucrânia usará os fundos, disse ele, "não apenas para questões humanitárias, mas para se defender e responder" aos militares russos. "Para vencer, não precisamos nos defender", garantiu, enfatizando que o empréstimo para reparos será usado tanto para desenvolver sua própria indústria quanto para adquirir munição e mísseis de países europeus e outros tipos de armas que somente os Estados Unidos possuem, como os mísseis Patriot e o míssil de cruzeiro de longo alcance Tomahawk.

NENHUM PLANO DE PAZ EUROPEU

Sobre sua reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na última sexta-feira na Casa Branca, ele enfatizou que os resultados "não são ruins". Ele ressaltou que, após a reunião, Washington adotou sanções contra a energia russa; a cúpula com o presidente russo Vladimir Putin, anunciada em Budapeste sem a participação da Ucrânia, não será realizada; e, por outro lado, Kiev ainda não tem mísseis de longo alcance Tomahawk. "Esse é o resultado, acho que não é ruim", resumiu.

Com relação a um possível plano de paz europeu-ucraniano, Zelenski descartou uma iniciativa concreta, garantindo que a base de qualquer acordo é que Moscou pare a guerra e sente-se para negociar. "O plano começa com um cessar-fogo e começa com a disposição de sentar e conversar", disse ele, indicando que, se a comunidade internacional pressionar mais Moscou, os russos "sentarão e conversarão".

"Esse é o plano", disse Zelenski, descartando qualquer opção de troca de territórios, criticando o fato de que ceder partes de províncias ucranianas em troca de territórios ocupados pela Rússia "não é uma troca".

Questionado sobre o papel da China, o presidente ucraniano evitou criticar Pequim, embora tenha lamentado que "ela ajude a Rússia e não ajude a Ucrânia" e "não esteja interessada na vitória ucraniana e na derrota da Rússia".

"A maioria dos países entende a mesma coisa. Eles não estão interessados na unidade entre os Estados Unidos e a Europa, nem em enfraquecer a Rússia, então acho que eles ajudam a Rússia", disse ele sobre o gigante asiático.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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