Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE
MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, comparou nesta quarta-feira o bloqueio do Estreito de Ormuz ao bloqueio imposto pela Rússia aos portos ucranianos em 2022 e reiterou seu apoio aos países do Golfo que enfrentam a resposta do Irã aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
“Nenhuma nação deveria ficar sozinha diante de ataques terroristas”, afirmou o presidente Zelenski, em clara referência à Ucrânia, ao insistir com seus parceiros internacionais para que não suspendam as sanções contra a energia russa, apesar da crise provocada por esta nova guerra no Oriente Médio.
“O bloqueio da navegação normal no estreito de Ormuz é, na verdade, o mesmo desafio que enfrentamos na Ucrânia em 2022, quando a Rússia tentou bloquear nossos portos e o acesso ao mar, só que em uma escala muito mais perigosa”, disse o presidente ucraniano em uma mensagem em suas redes sociais.
Zelenski garantiu que a Ucrânia busca “uma maior segurança comum” e destacou os acordos de colaboração firmados nos últimos dias com os governos de alguns dos países envolvidos nos ataques. "Nossa experiência militar já está dando resultados", comemorou.
Assim, ele garantiu que os interceptores de drones iranianos "já estão dando resultados" em lugares como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar ou Jordânia, e confia que outras nações, como Bahrein, Kuwait e Iraque, possam se somar a essas iniciativas de defesa, à medida que as conversas avançam.
“A situação nesta região é de importância mundial, e isso se reflete nos mercados globais, no custo de vida em todos os países, sem exceção, bem como nos desafios tecnológicos que não podem ficar sem uma resposta adequada. A guerra torna as armas mais perigosas”, insistiu.
Nesse sentido, ele garantiu que as autoridades ucranianas estão em negociações com outros países fora da região, entre eles a Turquia e “outros com potencial significativo”, agradecendo “a todos no mundo que trabalham dessa forma, unindo esforços para proteger pessoas e infraestruturas”.
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