Publicado 18/06/2026 12:53

Zelenski comemora o início das negociações de adesão e pede à UE que exerça mais pressão sobre Putin

Archivo - Arquivo - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, recebe em Kiev a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa
ALEXANDROS MICHAILIDIS - Arquivo

BRUXELAS 18 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, comemorou nesta quinta-feira, em Bruxelas, a abertura do primeiro bloco de negociações para a adesão da Ucrânia à União Europeia e pediu aos aliados ocidentais que mantenham e intensifiquem a pressão sobre a Rússia para obrigar o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar um cessar-fogo e avançar rumo ao fim da guerra.

“Para nós, este é realmente um grande momento para a Ucrânia e para os ucranianos. O primeiro bloco foi aberto e isso é fundamental”, afirmou Zelenski, ao chegar à reunião dos chefes de Estado e de Governo da UE, onde agradeceu aos líderes pela “unanimidade” em dar esse passo no processo de adesão ao bloco — após o novo governo da Hungria ter retirado o veto que o país mantinha há dois anos.

O presidente ucraniano destacou que a abertura do primeiro grupo de capítulos deve ser seguida agora pelos outros cinco blocos de negociação pendentes, passos que ele qualificou como “muito importantes” e “históricos” para seu país.

Além disso, ele adiantou que compartilhará com os líderes europeus as conclusões da recente cúpula do G7, centradas no reforço da defesa aérea da Ucrânia, na preparação para o próximo inverno e no aumento da pressão sobre Moscou.

“No G7, houve unanimidade sobre como nos mantermos firmes e como pressionar Putin a dialogar, a aceitar um cessar-fogo e a pôr fim a esta guerra”, destacou Zelenski, que insistiu que todas essas questões serão o foco da reunião com os chefes de Estado e de Governo da UE.

Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, concordou em descrever a semana como “histórica” para a Ucrânia, após a abertura formal, na segunda-feira, das negociações para a primeira fase de adesão, um passo que considerou “muito importante” rumo ao alargamento do bloco europeu e à adesão plena de Kiev.

Além disso, o socialista português destacou a unidade demonstrada tanto pelos 27 quanto pelos parceiros do G7. “Agora temos os 27 Estados-membros unidos em apoio à Ucrânia”, afirmou, ressaltando também a coordenação com os Estados Unidos, o Canadá, o Japão e o Reino Unido.

“Estamos vivendo um novo impulso em nosso caminho rumo a uma paz justa e duradoura na Ucrânia”, defendeu Costa, que também lembrou que, na cúpula do G7, foi decidido aumentar a pressão sobre a economia russa com o objetivo de reduzir sua capacidade de continuar a guerra.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também parabenizou a Ucrânia pela abertura do primeiro bloco de negociações, uma decisão que, em sua opinião, Kiev “conquistou” graças às reformas empreendidas em circunstâncias extremamente difíceis.

“É um grande passo à frente. Eles merecem isso porque trabalharam muito para avançar e realizar as reformas necessárias”, destacou a chefe do Executivo comunitário, que expressou sua confiança de que, durante o verão, novos blocos de negociação possam ser abertos.

Von der Leyen insistiu que a UE deve corresponder aos avanços da Ucrânia, ao mesmo tempo em que afirmou perceber uma mudança de tendência no conflito. “Tenho a impressão de que a maré está mudando. A Ucrânia está resistindo e até mesmo recuperando parcialmente território”, acrescentou.

A presidente da União Europeia também quis enviar uma mensagem a Moscou, lembrando que a União Europeia concederá à Ucrânia 90 bilhões de euros em empréstimos nos próximos dois anos.

“Estaremos ao lado de vocês pelo tempo que for necessário”, garantiu Von der Leyen, que alertou para a deterioração da situação interna na Rússia e acusou o Kremlin de erguer uma “cortina de ferro digital” sobre sua própria população, aludindo às restrições na internet e ao bloqueio de plataformas como o Telegram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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