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MADRID 16 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta sexta-feira que aprovou novos “formatos de resposta” contra a Rússia após os últimos bombardeios sobre Kiev, que deixaram pelo menos 24 mortos, e afirmou que Moscou já sofreu ataques contra infraestruturas militares e energéticas.
“Devemos responder aos ataques russos contra nossas cidades e vilas de forma justa e contundente. Aprovarei certos protocolos de resposta”, sinalizou Zelenski durante seu discurso vespertino diário, antes de afirmar que “ontem à noite, o inimigo já sofreu ataques que atingiram, em particular, suas instalações petrolíferas e bases militares”. “Continuamos com essas operações”, acrescentou.
O presidente ucraniano fez essas declarações após o ataque lançado na quinta-feira pela Rússia contra Kiev, onde um míssil Kh-101 destruiu parte de um prédio residencial de nove andares. “Os russos praticamente arrasaram uma seção inteira do prédio”, denunciou Zelenski, que confirmou que entre as 24 vítimas fatais estão três crianças.
Além disso, o presidente alertou que os serviços de inteligência ucranianos detectaram um aumento da cooperação militar entre a Rússia e a Bielorrússia e acusou Moscou de tentar envolver “ainda mais” Minsk na guerra. Segundo explicou, o Kremlin estaria estudando novas operações a partir do território bielorrusso, dirigidas tanto contra o eixo Chernihiv-Kiev quanto contra países da OTAN que fazem fronteira com a Bielorrússia.
Nesse sentido, Zelenski indicou que ordenou às Forças de Defesa e Segurança do país que preparassem um plano específico de resposta e reforçassem a linha de frente Chernihiv-Kiev diante do risco de novas ofensivas.
O presidente ucraniano também afirmou que Kiev dispõe de documentos russos sobre possíveis ataques dirigidos contra “instalações políticas e militares” na capital ucraniana, incluindo a rua Bankova, sede da Presidência. “Alguns em Moscou ainda não compreendem que nós, ucranianos, jamais renunciaremos à nossa independência”, sublinhou.
Por outro lado, Zelenski confirmou a chegada ao país de 209 cidadãos ucranianos libertados em uma troca de prisioneiros com a Rússia, entre eles 205 militares e quatro civis capturados na região de Sumy. Segundo explicou, trata-se da primeira fase da troca acordada no formato “1.000 por 1.000”.
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