Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE
MADRID 3 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, alertou nesta segunda-feira sobre as supostas intenções do Kremlin de interferir nas próximas eleições que serão realizadas em vários países aliados da Ucrânia.
“A Rússia nunca perde a oportunidade de interferir nas eleições por meio de influência híbrida, medidas financeiras ou desestabilização, pois esse é o seu objetivo. Todos nós compreendemos as ameaças que isso representa”, afirmou Zelenski durante um encontro em Kiev com embaixadores ucranianos.
Zelenski explicou que as eleições que serão realizadas nos próximos meses em países como França, Alemanha, Estados Unidos ou Israel são de “grande importância”, inclusive para a Ucrânia, uma vez que podem trazer muitas mudanças, daí o suposto interesse da Rússia em se intrometer.
Nesse sentido, o presidente ucraniano apostou no estreitamento das relações de “longo prazo” com esses e outros aliados em todas as esferas, indo além da proximidade política que, de forma conjuntural, possa ser estabelecida entre os países, e instou os embaixadores a combaterem as campanhas de propaganda russa.
“Devemos fortalecer laços de longo prazo (...) no âmbito social, da opinião pública, da mídia, do setor cultural e empresarial, para que nossos parceiros se interessem em cooperar com a Ucrânia e em apoiá-la em qualquer cenário”, argumentou ele, conforme informa a agência de notícias Ukrinform.
Embora Zelenski tenha afirmado que não cabe à Ucrânia interferir nos assuntos internos de seus aliados, paradoxalmente ele atribuiu às missões diplomáticas a tarefa de manter ativas as “narrativas” e “necessidades” do país na mídia tradicional e nas redes sociais para influenciar a opinião pública, que, por sua vez, influencia as decisões políticas.
Entre as tarefas que o presidente ucraniano encarregou está também a de ter maior presença em espaços e fóruns-chave na Ásia, bem como a de trabalhar para aproximar as posições com gigantes do continente, como Índia, China e Japão.
“Precisamos estabelecer um diálogo com a China. Se não quisermos que a China apoie exclusivamente os russos, (...) tudo isso precisa ser construído, e todos esses são desafios muito difíceis”, destacou Zelenski.
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