Europa Press/Contacto/Yulii Zozulia
MADRID, 14 (EUROPA PRESS)
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, parabenizou nesta segunda-feira os trabalhadores da indústria de armamentos ucraniana em um discurso no qual garantiu que, “pela primeira vez na história”, seu país “está suficientemente armado para se defender dos ataques russos”, que foram retomados após o fim do cessar-fogo anunciado pelo Kremlin por ocasião da Páscoa ortodoxa.
“Pela primeira vez na história da Ucrânia, a coragem de nossos soldados e a resiliência do povo estão suficientemente armadas para se defender dos ataques russos”, destacou a Presidência no discurso de Zelenski pelo Dia dos Fabricantes de Armas, onde, segundo seu gabinete, alegou que “a Ucrânia resistiu à agressão em grande escala da Federação Russa e é capaz de levar a guerra ao território inimigo”.
O presidente quis elogiar os ataques de longo alcance das forças ucranianas, bem como a transformação “radical” do conflito, desencadeada por seus drones. “Embora antes o resultado dependesse da quantidade de artilharia, hoje o campo de batalha é definido, sobretudo, pela coragem da infantaria e pela magnitude do desdobramento de drones”, destacou.
Além disso, ele afirmou que a indústria já está produzindo sistemas robóticos terrestres e que conta com seus “próprios sistemas de guerra eletrônica”, enquanto o desenvolvimento de uma defesa aérea “capaz de neutralizar mísseis balísticos” é, para Zelenski, “uma prioridade absoluta”. "Muitos na Europa estão considerando essa possibilidade, e é crucial quem será o primeiro a alcançá-la, seja de forma independente ou em conjunto com parceiros. A Ucrânia pode ser esse líder”, declarou.
Em seguida, voltou a referir-se à Europa, afirmando que tanto os países do velho continente quanto do Oriente Médio, da Ásia em geral e da África “estão muito interessados em que as armas e a experiência militar ucranianas contribuam para sua defesa”. “Estamos desenvolvendo formatos que garantirão isso”, assinalou.
Suas palavras positivas foram proferidas, no entanto, no mesmo dia em que, menos de 24 horas após a retomada dos ataques russos após o cessar-fogo durante a Páscoa ortodoxa, a pressão do Exército russo obrigou as tropas ucranianas a se retirarem da aldeia fronteiriça de Miropilske, na região de Sumi, no norte do país.
Foi o que anunciou nas redes sociais o XIV Corpo do Exército ucraniano, que explicou que, “devido aos intensos combates e à superioridade militar do inimigo, as unidades das Forças de Defesa da Ucrânia, para proteger seu pessoal, recuaram para novas linhas de defesa, onde mantêm a resistência”.
“As Forças de Defesa da Ucrânia acompanham a situação, realizam trabalhos de reconhecimento e estão preparadas para agir”, afirmou a unidade militar, que, apesar de sua retirada, garantiu que “o inimigo está sendo atacado com fogo de artilharia, sistemas não tripulados e outros meios de fogo”.
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