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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta terça-feira que seu homólogo norte-americano, Donald Trump, se mostrou favorável a conceder a licença para que possam fabricar seus próprios mísseis Patriot em território ucraniano, em um momento em que a produção atual não é suficiente para atender às necessidades.
Zelenski garantiu que “o presidente Trump apoia essa ideia”, embora não tenha se aventurado a confirmar se isso acabará por atender às expectativas ucranianas em relação a esse armamento tão almejado. “Espero que, quando ele dá uma resposta positiva, isso signifique ‘sim’”, disse ele, segundo informou a agência Ukrinform.
Ambos os líderes se reuniram nesta terça-feira à margem da cúpula do G7, que está sendo realizada nestes dias na cidade francesa de Évian. Antes da coletiva de imprensa de Zelenski, Trump destacou a “muito boa” reunião que teve com o ucraniano e ressaltou que “a Rússia precisa chegar a um acordo”.
Além da questão das licenças, Zelenski contou que Trump também reagiu de forma “muito positiva” ao aumento do fornecimento de mísseis Patriot, uma solicitação para reforçar as defesas aéreas que foi muito bem recebida pelos demais parceiros internacionais. “Todos vão ajudar”, disse ele.
“Todos acreditamos que a guerra deve acabar. Todos acreditamos que a Rússia não tem nenhuma vontade de fazer isso”, destacou Zelenski após se reunir com os líderes dos países do G7, aos quais transmitiu a necessidade de “obrigar” o presidente russo, Vladimir Putin, a fazê-lo, “principalmente por meio de sanções”.
Zelenski também recebeu o apoio de parceiros como Alemanha, Japão e Canadá para se preparar para a próxima temporada de inverno na Ucrânia, prevendo que os ataques russos contra infraestruturas energéticas essenciais continuarão, com o fornecimento de combustível e o apoio à defesa desses tipos de alvos.
Além disso, ele adiantou que a França se encarregará da reconstrução do sarcófago da usina nuclear de Chernobyl e que especialistas suíços participarão dos trabalhos de estudo para a reconstrução do Mosteiro das Cavernas de Kiev, bombardeado por drones russos na véspera, o que Moscou nega.
CRÍTICAS À CHINA
Zelenski não perdeu a oportunidade de demonstrar publicamente, mais uma vez, seu descontentamento com as autoridades chinesas e com o papel que, em sua opinião, elas deveriam desempenhar devido à sua influência sobre a Rússia. Assim, ele repreendeu o presidente chinês, Xi Jinping, por não estar fazendo nada para forçar Putin a sentar-se à mesa de negociações de paz.
Além disso, sugeriu que a China parece não estar interessada em pôr fim ao conflito devido à sua suposta inação. “Devemos nos unir. Para acabar com esta guerra, precisamos da participação de todos”, disse Zelenski, que destacou a grande “influência” que Pequim exerce sobre a economia russa.
“Ficaríamos felizes se nos ajudassem. Mas não percebemos isso. Não percebemos isso em seu estado de espírito. Não sentimos que estejam dispostos a pressionar Putin a fazer todo o possível para pôr fim a esta guerra”, lamentou Zelenski, que, mesmo assim, propôs novamente se reunir com Xi para transmitir essa preocupação.
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