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MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta terça-feira perante o Parlamento britânico que seu país enviou mais de 200 “especialistas” em drones aos países do Golfo Pérsico, que estão sofrendo ataques desse tipo a partir do território iraniano, em retaliação à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel lançada contra Teerã desde o último dia 28 de fevereiro.
“Neste momento, há 201 ucranianos no Oriente Médio e na região do Golfo. E outros 34 estão prontos para serem mobilizados”, afirmou em um discurso perante os legisladores britânicos, no qual explicou que se trata de “especialistas militares, especialistas que sabem como ajudar, como se defender dos drones ‘shahed’”.
O presidente destacou, nesse sentido, que já há “equipes” ucranianas nos Emirados Árabes Unidos, no Catar e na Arábia Saudita, enquanto outras estão “a caminho do Kuwait”. “Estamos trabalhando com vários outros países; já existem acordos assinados. Não queremos que este ataque terrorista do regime iraniano contra seus vizinhos tenha sucesso”, garantiu.
Zelenski indicou que o envio desses especialistas militares responde a um “pedido de nossos parceiros, incluindo os Estados Unidos. “Na verdade, isso faz parte do acordo sobre drones que propusemos aos Estados Unidos, no qual trabalhamos juntos e que continua em vigor”, sublinhou antes de manifestar a disposição de Kiev de chegar a “acordos semelhantes com todos os nossos parceiros de confiança, desde a cooperação prática em matéria de drones até futuras alianças de defesa”.
“Acredito que ninguém gostaria de deixar a força e a capacidade da Ucrânia, comprovadas em combate, fora de sua segurança”, considerou ele, alegando que em seu país tiveram que “aprender a se defender” dos drones ‘shahed’ iranianos por causa da guerra aberta após a invasão russa da Ucrânia, que já entrou em seu quinto ano.
“Há cerca de três anos, a Rússia recebeu drones ‘Shahed’ do regime iraniano. Trata-se de drones projetados para a destruição de baixo custo de alvos de infraestrutura crítica de alto valor. O Irã ensinou a Rússia a lançá-los e forneceu a tecnologia para produzi-los. Posteriormente, a Rússia os modernizou. E agora temos provas claras de que os drones iranianos utilizados na região contêm componentes russos”, relatou.
Nessa linha, Zelenski destacou que “o que ocorre hoje no Irã não é uma guerra distante para” seu país, “devido à cooperação entre a Rússia e o Irã”, por isso defendeu que os ucranianos não podem “permanecer indiferentes, mesmo que um oceano, por maior e mais belo que seja, ou qualquer outra coisa, nos separe do sofrimento humano ou do perigo comum”. “Os mísseis balísticos podem atingir alvos a milhares de quilômetros. Os drones podem fazer o mesmo. Mas se o mal triunfar, a guerra ultrapassará qualquer distância na Terra: nenhum oceano, nenhum deserto, nenhuma montanha servirá de nada. Por isso vale a pena ajudar a proteger a vida”, acrescentou.
O líder insistiu que Moscou e Teerã “são irmãos no ódio e, por isso, são irmãos nas armas”. “E não queremos que os regimes construídos sobre o ódio triunfem jamais, em nada. E não queremos que nenhum regime desse tipo ameace a Europa nem nossos parceiros. Podemos simplesmente conviver com regimes como este? A Ucrânia tentou viver em paz com a Rússia e sofreu duas invasões em dez anos. Este é o resultado. O Oriente Médio não teve um único ano de paz real enquanto este regime esteve no poder no Irã”, afirmou, antes de alertar que “esses regimes estão encontrando novas formas de matar: de maneira barata, a longa distância, utilizando inteligência artificial e simplesmente porque querem destruí-lo e podem obrigar seu próprio povo a trabalhar para a guerra”.
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