Europa Press/Contacto/Danylo Antoniuk
MADRID 26 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que o Kremlin solicitou 30.000 militares adicionais à Coreia do Norte para combater a Ucrânia no âmbito da invasão lançada pelo presidente russo, Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.
“A Rússia quer receber mais 30.000 soldados da Coreia do Norte. Desde junho, os preparativos para recebê-los estão em andamento na região russa de Voronezh. A Coreia do Norte também está se preparando para transferir lançadores adicionais de mísseis balísticos para a Rússia, o que constitui uma ameaça não apenas para a Ucrânia”, indicou ele em um comunicado.
O presidente ucraniano explicou, nesse sentido, que Moscou está “ajudando” Pyongyang a “aprender como fazer guerra, aprimorar suas armas e adquirir experiência real de combate em seu uso”. “Tudo isso representa uma ameaça para todos na Ásia, que está dentro do alcance dos mísseis norte-coreanos”, alertou.
Por outro lado, ele destacou que Moscou está se preparando para uma nova mobilização de tropas para o outono, de acordo com informações coletadas pela inteligência ucraniana. “Em menos de sete meses deste ano, 221 mil pessoas se alistaram nas Forças Armadas russas”, afirmou ele, instando assim a comunidade internacional a exercer pressão para priorizar as negociações de paz.
Suas declarações ocorreram poucos dias após a visita à capital russa, Moscou, da ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son Hui, um encontro que serviu para reforçar a cooperação bilateral entre as partes com vistas ao “longo prazo” e no âmbito do plano estratégico assinado em 2024 entre Putin e o líder norte-coreano, Kim Jong Un.
A Coreia do Norte reforçou, nos últimos meses, seu apoio à Rússia no contexto da guerra na Ucrânia, incluindo o envio de milhares de soldados, conforme denunciaram a Ucrânia e seus aliados ocidentais, enquanto ambos os países também intensificaram seus contatos políticos e diplomáticos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático