Publicado 31/03/2026 15:17

Zelenski afirma que a Rússia está pressionando com um novo ultimato: "A Ucrânia tem dois meses para sair do Donbass"

26 de março de 2026, Ucrânia, Ucrânia, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy reuniu-se com membros das Forças Armadas da Ucrânia, numa tentativa de elevar o moral em meio à escalada dos ataques russos e aos relatos de tentativas de Moscou de
Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE

MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta terça-feira que a Rússia convenceu os Estados Unidos de que é capaz de assumir o controle total da região de Donbás, já amplamente ocupada, dentro de dois meses — prazo que dão a Kiev para confirmar sua retirada e, assim, pôr fim à guerra.

Zelenski explicou que “o que a Rússia quer e o que seus parceiros estão divulgando” é que o conflito chegará ao fim quando as tropas ucranianas se retirarem do leste do país. “Me surpreende que possam acreditar nisso (...) essa história vem se repetindo há tanto tempo”, disse ele, segundo a Ukrinform.

Assim, ele explicou que a Rússia está impondo essas “novas condições”, que passam pelo controle total do Donbass dentro de dois meses. A Ucrânia tem esse prazo para se retirar e a guerra terminará, declarou. Caso contrário, a Rússia tomará essa região, que inclui Donetsk e Lugansk, e imporá outras exigências.

“Se o objetivo dos russos é apenas o Donbass, por que dizem que irão além e que haverá outras condições? Portanto, na minha opinião, o problema não está no Donbass”, argumentou o presidente ucraniano durante seu discurso em uma cúpula pelo quarto aniversário da expulsão dos russos da cidade de Bucha.

Dessa forma, o presidente ucraniano volta a questionar as verdadeiras intenções da Rússia e aponta para as tentativas do Kremlin de influenciar os Estados Unidos, em um momento em que, além de estar imerso em uma nova guerra no Oriente Médio, o país terá, em poucos meses, as eleições de meio de mandato.

A questão territorial, juntamente com a gestão da usina nuclear de Zaporizhia, são dois dos pontos de maior atrito nas negociações fracassadas. A Ucrânia insiste que não pode considerar perdidos esses territórios, enquanto a Rússia argumenta que a ocupação responde ao interesse de proteger a comunidade russa que vive ali.

Nos últimos dias, a polêmica em torno desse assunto voltou a surgir quando o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou que Washington condicionasse qualquer garantia de segurança para a Ucrânia em troca de que ela renunciasse a essa região, da qual Kiev já controla apenas algumas áreas.

Rubio mostrou-se visivelmente irritado com o presidente Zelenski, chegando até a classificar como “mentiras” suas afirmações nesse sentido. Da mesma forma, ele lembrou tanto a Kiev quanto a Moscou que, sem oferecer concessões ao outro lado, seria muito difícil pôr fim a uma parte da guerra que já completou quatro anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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