Publicado 12/01/2026 21:23

Zelenski afirma que a Rússia prepara “um novo ataque em massa” contra a Ucrânia para “os próximos dias”

12 de janeiro de 2026, Ucrânia, Kiev: Bombeiros trabalham no local de um edifício que foi atingido por um ataque com drones russos em Kiev. Foto: Aleksandr Gusev/SOPA Images via ZUMA Press Wire/dpa
Aleksandr Gusev/SOPA Images via / DPA

MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, alertou nesta segunda-feira que o Exército russo estaria organizando “um novo ataque maciço” contra o território ucraniano “nos próximos dias”, garantindo que Moscou busca “aproveitar o frio” para aumentar sua atividade militar.

“Há informações que indicam que os russos estão preparando um novo ataque em massa”, afirmou Zelenski em seu discurso à tarde, no qual apontou que as forças russas poderiam usar drones com o objetivo de “esgotar” as defesas aéreas ucranianas, além de mísseis.

O presidente ucraniano alertou que tal bombardeio “pode ocorrer nos próximos dias”, pois, segundo ele, Moscou “quer aproveitar o frio”. “Por favor, cuidem-se. Cuidem da Ucrânia. E ajudem aqueles que se encontram em situação mais difícil e precisam de apoio”, pediu à população, à qual solicitou que permaneça atenta aos alertas antiaéreos. O aviso de Zelenski surge num momento em que as temperaturas estão a cair para valores abaixo dos dois dígitos negativos durante as horas centrais da noite em muitas regiões da Ucrânia. Além disso, apenas quatro dias antes, o próprio presidente ucraniano alertou para um importante ataque noturno, poucas horas antes de o exército russo lançar um forte ataque contra a região ocidental de Leópolis e provocar cortes de eletricidade, água e aquecimento na capital, Kiev.

Nesse sentido, Zelenski aproveitou sua intervenção para agradecer ao governo da Noruega seu último pacote de apoio à Ucrânia, anunciado algumas horas antes pelo ministro das Relações Exteriores norueguês, Espen Barth Eide, pelo qual Oslo destinará US$ 400 milhões (pouco menos de 343 milhões de euros) “para apoiar as necessidades urgentes da Ucrânia neste inverno”. “É preciso aquecer as casas, preparar refeições, educar as crianças, pagar aos funcionários e manter os cuidados de saúde em funcionamento”, salientou Eide. ZELENSKI PEDE QUE SE MANTENHAM TODAS AS MEDIDAS DE PRESSÃO CONTRA A RÚSSIA

Paralelamente, o presidente da Ucrânia também abordou as negociações de paz, um processo no qual “já se avançou muito”, segundo afirmou. “Estamos coordenando com os enviados do presidente Trump o calendário das reuniões; nossos documentos já estão, em muitos aspectos, prontos para assinatura”, observou.

“Entendemos que a parte americana mantém contato constante com a Rússia, inclusive em relação ao documento básico para o fim da guerra”, acrescentou, em alusão à mediação de Washington entre as duas partes, ressaltando também que a diplomacia dos três países tem estado “extraordinariamente ativa nos últimos meses”.

No entanto, Zelenski assegurou que “o comportamento e a retórica da Rússia não indicam de forma alguma que desejem pôr fim a esta guerra nem que se estejam a preparar para isso”, enquanto um relatório sobre as vítimas em 2025 elaborado pelos governos europeus e publicado esta segunda-feira reflete que a Rússia aumentou os ataques contra civis na Ucrânia depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter iniciado os seus esforços diplomáticos para pôr fim à invasão.

Nesse contexto, Zelenski enfatizou que a postura de Moscou “depende inteiramente” das ações dos parceiros da Ucrânia, pelo que pediu aos seus aliados e, em especial, aos Estados Unidos, que mantenham em aberto “todas as opções de pressão”, citando, em concreto, o transporte e o fornecimento de petróleo.

Por outro lado, ele não deixou de lado o futuro após a guerra e indicou que seu gabinete está “trabalhando para criar mecanismos de financiamento eficazes para a recuperação” que sejam “justos para a Ucrânia”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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