MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta terça-feira que a Rússia está “isolada” no contexto da guerra na Ucrânia e indicou que houve uma “mudança” a favor das forças de Kiev, com a “situação militar mais promissora” dos últimos tempos no campo de batalha.
Para Zelenski, trata-se da “situação militar mais promissora que Kiev viveu em dois anos e meio”. “Não podemos dizer que a Rússia esteja perdendo esta guerra, mas podemos dizer que está perdendo a iniciativa a cada dia, dia após dia”, afirmou em declarações ao jornal britânico ‘The Guardian’.
Assim, ele esclareceu que as tropas russas “estão praticamente paralisadas” na frente oriental, por isso reiterou que, com apoio suficiente, “a Ucrânia consegue se defender do invasor”. "Eles estão perdendo mais de 30.000 soldados por mês, com entre 23.000 e 24.000 mortos e o restante gravemente ferido", precisou.
"No total, é um número muito elevado. Isso significa que eles não estão vencendo a guerra”, afirmou, ao mesmo tempo em que admitiu que a Ucrânia também perdeu pessoal militar, embora em menor escala.
Na semana passada, Zelenski escreveu uma carta aberta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, na qual propunha um encontro cara a cara para pôr fim ao conflito. Em sua intervenção na sexta-feira no fórum econômico de São Petersburgo, Putin rejeitou a oferta e classificou a carta de “grosseira”. Além disso, indicou que as reivindicações territoriais da Rússia não mudaram. Ele também insistiu que as forças russas avançavam em todas as frentes.
O presidente ucraniano afirmou que Putin “mente” sobre os avanços no contexto da guerra, algo que vem fazendo “desde o início”. “Suas mentiras são uma cola, usada para unir diferentes elementos da sociedade russa”, destacou, ao mesmo tempo em que enfatizou que Moscou está “perdendo influência em diferentes países, incluindo o Azerbaijão”.
“Eles estão isolados na Europa e também nos Estados Unidos. Portanto, estão sozinhos”, acrescentou Zelenski, que abordou a postura dos Estados Unidos, cuja atenção “se deslocou para o Oriente Médio”. “É claro que, desde o início da guerra com o Irã, o foco deles mudou”, afirmou, antes de lamentar que seja uma “pena” que o apoio dado a essa ofensiva não tenha sido destinado à Ucrânia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático