Europa Press/Contacto/Stefano Costantino
MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse na segunda-feira que a próxima reunião com a Rússia em Istambul, que, enquanto se aguarda a confirmação oficial, poderia ocorrer no final desta semana, incluirá sua ideia de realizar uma reunião no mais alto nível entre os líderes dos dois países.
Zelenski está mais uma vez pedindo ao presidente russo Vladimir Putin que concorde com uma reunião presencial, já que o conflito se intensifica e pouco progresso significativo foi feito nas duas últimas reuniões realizadas na cidade turca, além da troca de milhares de prisioneiros de guerra.
Nesse sentido, ele explicou que os representantes ucranianos na próxima reunião em Istambul transmitirão ao lado russo a necessidade de fazer mais progressos nessas trocas, mas também o retorno das "crianças sequestradas pela Rússia".
"A agenda da reunião é clara para nós: o retorno dos prisioneiros, o retorno das crianças sequestradas pela Rússia e a preparação de uma reunião de líderes", disse Zelenski na segunda-feira durante seu discurso em um evento com diplomatas estrangeiros e novos embaixadores ucranianos.
Zelenski pediu aos novos embaixadores ucranianos que transmitissem às autoridades dos países de destino a necessidade de aprofundar essa abordagem de negociações e de fornecer a Kiev o apoio político necessário para alcançá-la.
A Ucrânia acusou repetidamente a Rússia de não dar a essas reuniões a importância que elas merecem e reclamou que a representação de Moscou na mesa de negociações em Istambul está longe do status dos emissários de Kiev.
Até o momento, a delegação russa foi chefiada por Vladimir Medinsky, conselheiro do presidente Putin, enquanto a delegação ucraniana foi chefiada por Rustem Umerov, até recentemente ministro da Defesa, que agora foi nomeado chefe do Conselho de Segurança Nacional. Não são esperadas mudanças em ambas as representações.
As duas reuniões em Istambul serviram para confirmar ainda mais as diferenças profundas e aparentemente irreconciliáveis entre as partes, bem como para chegar a um acordo sobre uma troca maciça de prisioneiros de guerra - vivos e mortos - sem precedentes desde o início dessa fase da guerra, há mais de três anos e meio.
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