Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE
Ele ressalta que a visita dos enviados dos EUA a Kiev reflete que a Ucrânia “tem uma posição mais forte nas negociações”
MADRI, 8 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou nesta terça-feira que espera se reunir em cerca de duas semanas com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir um possível envio de sistemas de defesa antiaérea, antes de afirmar que é possível que as conversas trilaterais com a Rússia sejam retomadas em breve, após a visita dos enviados de Washington para tentar desbloquear o processo de negociações.
Assim, ele destacou que transmitiu aos enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, as necessidades de Kiev em matéria de defesa antiaérea durante o encontro de domingo na Ucrânia. “Eles ouviram em detalhes o que precisamos e quando precisamos. Espero realizar uma reunião com Trump no dia 20 (de setembro) para abordar esse assunto”, explicou.
“Na minha opinião, estamos avançando em direção a um formato trilateral. Não posso revelar todos os detalhes, mas combinamos com os americanos que isso será preparado e, posteriormente, divulgaremos”, afirmou em uma coletiva de imprensa, conforme noticiado pela agência de notícias ucraniana UNIAN.
Nesse sentido, ele sugeriu que esse encontro trilateral entre a Ucrânia, os Estados Unidos e a Rússia “poderia ocorrer nos Emirados Árabes Unidos, na Suíça, na Turquia ou em outro país”, ao mesmo tempo em que destacou que os temas centrais seriam energia, grãos e “questões humanitárias”, entre elas uma possível nova troca de prisioneiros de guerra.
“Os cereais e a energia são questões delicadas para a Ucrânia e a Rússia, e são questões delicadas para o mundo inteiro”, argumentou. “É muito importante que nos reunamos nesta situação, na qual tanto a Ucrânia quanto a Rússia precisam dar passos. Não se pode esperar que apenas a Ucrânia aceite compromissos. A Ucrânia já aceitou muitos”, explicou.
Por outro lado, Zelenski destacou que a decisão de Witkoff e Kushner de viajar para Kiev — em sua primeira visita ao país desde o início da guerra, em fevereiro de 2022 — reflete que a Ucrânia “está mais forte no campo de batalha e tem uma posição de negociação mais sólida”.
“Isso é algo que também foi dito pela delegação norte-americana, e seus analistas e militares reconhecem isso. É um fato”, destacou. “Em 2026, estamos mais fortes no campo de batalha. A Rússia tem muitas perdas e poucos avanços”, reiterou, segundo informou a agência de notícias ucraniana Ukrinform.
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