Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE
MADRID, 9 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, garantiu nesta terça-feira que conseguiu o que se propôs ao enviar uma carta ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, para solicitar uma reunião cara a cara com o objetivo de pôr fim à guerra, insistindo que queria mostrar à opinião pública internacional que apenas Kiev está interessada em sentar-se à mesa de negociações.
"Eu tinha um objetivo quando enviei a carta a Putin. Acho que obtive o resultado de que precisava”, afirmou o presidente ucraniano em uma coletiva de imprensa conjunta com os líderes nórdicos e bálticos, na qual explicou que, com esse texto, queria mostrar aos seus aliados quem está disposto à paz e quem não está.
Além disso, Zelenski confirmou que enviou várias cartas a outros atores internacionais, entre eles os Estados Unidos e a União Europeia, embora todas com objetivos diferentes, segundo a agência Ukrinform.
“Quando falamos dos Estados Unidos, eu queria fazer todo o possível para que eles desviassem sua atenção, pelo menos um pouco, do Oriente Médio para a Ucrânia”, explicou o líder ucraniano, que, embora não tenha entrado em detalhes, destacou que também nesse caso conseguiu o que buscava.
Zelenski publicou na sexta-feira uma carta na qual oferecia a Putin a possibilidade de se encontrar em um terceiro país, cara a cara, para acordar o fim do conflito. No entanto, o presidente russo destacou “elementos de descortesia” no texto, bem como a inutilidade de um encontro sem acordos prévios.
Por outro lado, Zelenski reiterou mais uma vez que não pode haver qualquer negociação sem a participação da Ucrânia, independentemente das conversas mantidas entre Washington e Moscou. “Não, não aceitaremos isso”, afirmou categoricamente.
“Com todo o respeito aos Estados Unidos, eles podem negociar em qualquer formato”, mas não, não aceitaremos essas negociações sem nós enquanto a guerra continua em nosso território, enquanto a Ucrânia está perdendo em grande parte. Portanto, nada sobre nós sem nós”, reiterou.
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