MADRI, 30 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, voltou a lamentar nesta quinta-feira a falta de mísseis suficientes na defesa aérea para repelir os ataques russos, o último dos quais matou oito pessoas na noite passada, e instou seus parceiros a tomarem medidas a respeito, já que, conforme ressaltou, todos eles “sabem como e com o que ajudar”.
“Essa não é uma tarefa que possa ser deixada apenas para a Ucrânia ou para um único país. Todos os parceiros sabem como e com o que podem ajudar”, alertou Zelenski em uma mensagem na qual, após lamentar essas últimas oito mortes, enfatizou, como de costume, que esse tipo de ataque evidencia a falta de armamento do país.
“Esse terror russo mais uma vez demonstra que a proteção contra a ameaça dos mísseis russos é a tarefa mais importante quando se trata de salvar as vidas do nosso povo”, disse ele, ressaltando que a “ajuda tardia e os atrasos na entrega” desse tipo de míssil levam a “esse tipo de destruição”.
Apesar de tudo, o presidente ucraniano destacou a capacidade do Exército ucraniano de superar essa “escassez crítica” de armamento e de ter conseguido realizar “coisas verdadeiramente incríveis” na defesa do país.
“Essa é uma habilidade extraordinária que salva vidas quando não são fornecidos mísseis de defesa aérea ou quando as entregas estão sendo deliberadamente atrasadas”, observou o líder ucraniano, que estimou em mais de 280 drones e mais de 70 o número de mísseis lançados pela Rússia durante a noite passada.
Pelo menos oito pessoas morreram e mais de trinta ficaram feridas nos ataques das Forças Armadas da Rússia durante a noite passada em várias regiões da Ucrânia, entre elas a província de Dnipropetrovsk, onde fica a cidade de Krivói Rog, cidade natal de Zelenski.
Além disso, foram registrados mais ataques nas províncias de Kiev, Lviv, Poltava, Kharkiv, Mykolaiv, Sumy, Vinnytsia, Cherkasy e Ivano-Frankivsk.
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