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MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, acusou nesta quinta-feira a Rússia de obstruir as negociações trilaterais com os Estados Unidos em andamento em Genebra, na Suíça, afirmando que o primeiro dia desta nova rodada de contatos foi “realmente difícil”.
“As reuniões de ontem foram realmente difíceis, e podemos afirmar que a Rússia está tentando prolongar negociações que já poderiam ter chegado à fase final”, afirmou em uma mensagem nas redes sociais, na qual detalha que as delegações trataram tanto de “questões militares” quanto “político-militares”.
De todo modo, o líder ucraniano insistiu que as negociações devem ser “produtivas e aumentar as possibilidades de soluções pacíficas”, ressaltando que essa é a “tarefa clara” confiada à delegação ucraniana.
Assim, ele avaliou os esforços dos Estados Unidos para mediar com a Rússia, destacando sua “atenção aos detalhes e paciência” com os representantes de Moscou e reivindicou que representantes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Suíça estiveram presentes no Hotel Intercontinental e puderam se reunir com os enviados da Ucrânia.
“Consideramos indispensável a participação da Europa no processo para a implementação bem-sucedida de acordos plenamente viáveis; a Ucrânia não tem dúvidas de que os parceiros são capazes de garantir uma atitude construtiva no processo de negociação e, portanto, um resultado digno”, argumentou.
Em relação ao segundo dia de negociações em Genebra, Zelenski detalhou que haverá discussões na área humanitária, quanto à troca de prisioneiros de guerra e à libertação de civis. “A Ucrânia precisa de segurança garantida e de uma paz confiável e duradoura. É precisamente por isso que estamos trabalhando", resumiu. O segundo dia de conversações trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos começou nesta quarta-feira em Genebra, no âmbito dos contatos para tentar chegar a um acordo que ponha fim à invasão russa.
O chefe da delegação ucraniana, Rustem Umerov, revelou que as conversações decorrem em grupos de trabalho por áreas dentro das vias política e militar e se centram em “clarificar os parâmetros e mecanismos das decisões discutidas ontem”. “Estamos focados num trabalho substancial”, afirmou.
Enquanto isso, a Rússia evitou, por enquanto, avaliar a nova rodada de negociações, alegando que elas se prolongarão por dois dias. Nesta quarta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, defendeu que a delegação enviada à Suíça tem linha direta com o presidente russo, Vladimir Putin, em meio a críticas pelo fato de Moscou ter enviado, nesta ocasião, Vladimir Medinski, assessor e ideólogo de Putin. Nas reuniões anteriores em Abu Dhabi, a delegação russa foi liderada por Igor Kostiukov, chefe da Direção Principal de Inteligência do Estado-Maior das Forças Armadas russas.
Por sua vez, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, destacou o “avanço significativo” alcançado nos contatos de terça-feira. “O sucesso do presidente (americano, Donald) Trump em reunir as duas partes desta guerra representou um avanço significativo”, elogiou horas antes do novo dia de conversações trilaterais.
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