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Ele anuncia a criação de uma "coalizão" para proteger o setor de energia.
MADRID, 28 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente ucraniano Volodimir Zelenski acusou a China de fornecer à Rússia o maquinário necessário para construir armas e ajudá-la a evitar sanções, apesar das garantias de seu colega chinês Xi Jinping de que isso não aconteceria.
"Falamos ao telefone com Xi Jinping e ele me garantiu que nenhuma arma seria vendida aos russos. No entanto, ele tem fornecido o maquinário para esse armamento", denunciou o líder ucraniano na terça-feira em uma coletiva de imprensa em Kiev, junto com o ministro das Relações Exteriores da Holanda, David van Weel.
"A China ajuda a contornar as sanções, há mercenários chineses que lutaram contra o exército ucraniano", lamentou Zelenski, insistindo que o grande país asiático deve adotar uma postura diferente para pôr fim à guerra.
Zelenski disse na segunda-feira que esperava que o presidente dos EUA, Donald Trump, pudesse persuadir Xi a reduzir as compras de combustível russo para tornar as últimas sanções de Washington sobre as duas maiores petrolíferas da Rússia mais eficazes na reunião desta semana na Coreia do Sul.
Para Zelenski, "seria um passo importante", considerando, segundo ele, que "a Índia deu sinais claros de que reduzirá as importações de energia russa".
Desde o início dessa fase da guerra, em fevereiro de 2022, a Ucrânia e seus aliados têm insistido na capacidade de Xi de influenciar o presidente russo Vladimir Putin. Pequim tem defendido consistentemente sua neutralidade no conflito, em meio à desconfiança ocidental sobre suas verdadeiras intenções.
Zelenski também anunciou a criação de uma "coalizão" para proteger e fortalecer o setor energético ucraniano, um alvo constante dos ataques ucranianos, especialmente durante o período de inverno.
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