Publicado 23/08/2026 06:27

Zelenski acredita que a realização de eleições no contexto atual significaria o colapso da Ucrânia

O presidente ucraniano volta a priorizar a situação de guerra em detrimento de eleições que, neste momento, seriam um “tsunami” para o Estado

21 de agosto de 2026, Ucrânia, Ucrânia, Ucrânia: O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se reúne com embaixadores e voluntários da plataforma UNITED24 na Ucrânia em 21 de agosto de 2026. Lançada por Zelensky, a plataforma arrecada doações para apoiar a
Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE

MADRID, 23 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, voltou a se manifestar radicalmente contra a possibilidade de realizar eleições no país enquanto durar a guerra contra a Rússia, ao entender que elas não fariam mais do que provocar uma divisão interna e, consequentemente, um “tsunami” que arrasaria o Estado e seus esforços de coesão.

O presidente já havia abordado esse tema há um ano, mas a questão voltou à tona depois que o ex-ministro da Defesa, Mijailo Fedorov — uma figura de grande influência, especialmente entre a população jovem — juntou sua voz àqueles que pedem a realização de eleições. Fedorov foi demitido em julho por Zelenski, em uma decisão contestada por várias marchas populares contra o presidente.

A esse respeito, Zelenski garantiu neste domingo que, na Ucrânia, o direito à manifestação continua plenamente em vigor. “O Estado, na minha opinião, demonstrou que essa liberdade existe”, afirmou ele, após relembrar as manifestações.

“Mas, neste momento, não podemos dividir o país em facções”, acrescentou o presidente ucraniano, em declarações divulgadas pela Ukrinform. “Eleições, neste momento, representariam um tsunami que dividiria a Ucrânia. Minha estratégia é dupla: pôr fim à guerra e preservar um Estado independente e soberano. E estou colocando-a em prática”, concluiu.

Zelenski explicou que, no momento, não tem diante de si nenhuma proposta concreta, seja interna ou internacional, sobre um plano que permita a realização das eleições com segurança, já que “a Rússia nem sequer considera” um hipotético cessar-fogo. “O essencial neste momento é preservar a Ucrânia, e acredito que não podemos separar a sociedade dos soldados”, afirmou.

O presidente ucraniano só concebe a possibilidade de eleições em um contexto excepcional: “Sem ataques nem bombardeios, onde os militares pudessem votar, onde as pessoas na linha de frente pudessem votar e os milhões de cidadãos que fugiram da guerra para o exterior também pudessem votar. Nesse caso, poderíamos tratar do assunto”, afirmou. Até lá, não haverá eleições.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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