Publicado 02/03/2026 09:02

Zelenski acredita que a guerra no Irã é um "bom sinal" para Putin "ver como termina uma ditadura".

Archivo - Arquivo - HANDOUT - 06 de dezembro de 2023, Ucrânia, Kiev: O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy homenageia os defensores mortos no Dia das Forças Armadas no Muro da Memória, perto da Catedral de São Miguel. Foto: -/Pool Presidencial Ucrani
-/Ukrainian Presidential Pool/dp / DPA - Arquivo

O presidente ucraniano afirma que, por enquanto, as conversações em Abu Dhabi continuam, apesar da nova crise de segurança na região MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, avaliou nesta segunda-feira a nova situação no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de semana como “um bom sinal” para que seu homólogo russo, Vladimir Putin, “veja como termina uma ditadura”.

Do ponto de vista ucraniano, para Zelenski, a Rússia demonstrou mais uma vez sua fraqueza como aliada, tal como ficou evidente, segundo ele, durante os acontecimentos que desencadearam a queda de Bashar al Assad na Síria. “Eles não valem nada como aliados (...) Já não têm força”, avaliou em declarações à imprensa. “O que está acontecendo no Irã, acredito, é um bom sinal para que Putin veja como termina uma ditadura”, afirmou Zelenski, segundo agências ucranianas.

Por outro lado, Zelenski destacou que, apesar do que está acontecendo no Oriente Médio, não receberam nenhuma informação de que a rodada de conversações prevista para esta semana em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, será cancelada, embora não descarte essa possibilidade. “Ninguém cancelou. A reunião deve ser realizada; é importante para nós", prevista entre 5 e 8 de março, disse ele. No entanto, ele indicou que, caso surjam dificuldades nos Emirados Árabes Unidos, a Suíça e a Turquia podem sediar essas negociações, como já demonstraram anteriormente. “Elas já funcionaram como sedes e nos permitiram nos reunir. Sem dúvida, apoiaremos qualquer uma dessas três sedes. Estamos aguardando a resposta de nossos parceiros”, disse o presidente ucraniano. Por outro lado, ele reconheceu que existe uma certa preocupação de que esta nova fase do conflito no Oriente Médio possa afetar de alguma forma a ajuda que a Ucrânia vem recebendo de seus parceiros e dá como certo que a entrega de defesas aéreas possa ser reduzida à medida que a guerra avança nessa parte do mundo.

Apesar de tudo, Zelenski afirmou que a iniciativa PURL, o programa de ajuda militar financiado pela Europa com a compra de material bélico e armamento norte-americano para entregar à Ucrânia, se manterá como até agora.

“Este assunto nos preocupa, por isso estamos em contato com nossos parceiros”, disse Zelenski, que destacou que “todos compreendem” que a vida dos ucranianos depende disso. “O programa PURL está funcionando (...) e até agora tudo está indo conforme o planejado”, destacou.

A última reunião entre Moscou e Kiev para negociar o fim da guerra ocorreu na semana passada na cidade suíça de Genebra, da qual, segundo revelou Zelenski, as partes saíram com um acordo preliminar sobre questões humanitárias, como a troca de prisioneiros, mas também militares.

O próprio Zelenski reconheceu, no entanto, que as principais questões que separam as partes, a administração dos territórios ocupados pela Rússia ou a gestão da central nuclear de Zaporizhia, continuam por resolver.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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